

Lá pelos anos 1820, imigração de bucovinos (originários de território hoje correspondente a Luxemburgo), de fala alemã, chegou por meio de dezenas de famílias em Rio Negro (PR) e Mafra (SC).
Elas vieram em busca de terras e nova vida material. E, naturalmente, fugindo de uma Europa que lhes era adversa, sem empregos e sem meios de subsistência.
LUZ PRÓPRIA
A maioria das famílias progrediu na agricultura, e, com o tempo, seus filhos foram ganhando luz própria na vida paranaense (e catarinense).
Ilustres cidadãos de Rio Negro, de origem bucovina, aqui têm contribuído para a vida paranaense. Como exemplo, o juiz federal (in memoriam) Lício Bley Vieira, o também falecido médico e acadêmico da APL Lauro Grein, Newton Sergio Grein (que chegou a secretário de Estado).
CIDADANIA
Vários descendentes de bucovinos descobriram, a partir do ex-diretor de Itaipu Cícero Bley, que têm direito a requerer a cidadania de Luxemburgo. E, em consequência, ganhar também passaporte da Comunidade Europeia.
E passaram a empreender viagem rumo ao privilégio de ser cidadão do grande centro financeiro da Europa, ao lado de Frankfurt.
NOVAS FAMÍLIAS
Nesta segunda, 26, por exemplo, novas famílias partiram para Luxemburgo, com tudo agendado para o recebimento da cidadania. Uma delas, a do advogado e jornalista Edson Luiz Veira e Maria Luiz Grein Vieira.
No caso, Edson, que não tem “sangue bucovino”, fica de fora do benefício, que ganham os filhos e a esposa, Heloisa. Ela é filha de Newton Grein (in memoriam) e Regina Ferreira da Costa Grein.
Ainda da relação de ilustres bucovinos estão os descendentes de Luiza Grein, viúva do falecido médico Ney Regatière do Nascimento. Desse ramo vêm os filhos do casal; dentre eles, Maria Luiza Nascimento Mendonça (Maí), casada com Dante Mendonça.
O também jornalista curitibano João Evangelista de Souza, apesar de sobrenome tipicamente português, conseguiu comprovar ascendência bucovina e já conquistou a cidadania para si e filhos.
