segunda-feira, 29 junho, 2026
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Bonijuris, ano 30, remoçada e antenada

Polyana Elizabete Pissaia, Luiz Fernando de Queiroz, Dulce Piacentini de Queiroz: parte da equipe renovadora.
Polyana Elizabete Pissaia, Luiz Fernando de Queiroz, Dulce Piacentini de Queiroz: parte da equipe renovadora.

Luiz Fernando de Queiroz conseguiu um feito importante no mundo editorial impresso, e nos meios jurídicos do país, ao dar novo formato de alta qualidade gráfica e editorial à sua Revista Bonijuris, que completou 30 anos de circulação ininterrupta.

O projeto gráfico é merecedor de nota, assinado por Straub Design, empresa especializada, do Rio de Janeiro. Essa organização merece ser melhor conhecida no Paraná, pois operou um “milagre” com a revista.

POLYANA COM CONTEÚDO

Nessa reviravolta de qualidade que a publicação deu – procurando atingir um amplo universo de leitores, e edição de textos que privilegiam a comunicação jornalística para ressaltar a qualidade de matérias técnicas -, há que ressaltar pelo menos um nome. É o de Polyana Elizabete Pissaia, advogada, editora de Conteúdo.

Polyana conseguiu “milagres”, como a abordagem de assuntos que poderiam ser mostrados com aridez, apenas sob a ótica da lei, mas os faz matérias que ampliam o universo de saberes dos leitores.

CASO DAS “TESTEMUNHAS”

Um exemplo –página 118 da Bonijuris deste agosto – é o artigo de Cristiano Chaves de Faria examinando a questão de dogmas religiosos. Enfoque é centrado nas Testemunhas de Jeovah, movimento religioso milenarista nascido no século 19 nos Estados Unidos, que veda a seus fiéis o direito de aceitarem transfusão de sangue.

Também não serve a exércitos e não vota em eleições ou jura à bandeira.

Tribunais frequentemente têm sido chamados, mundo a fora, a se manifestar sobre se, por exemplo, pais podem impedir que seus filhos recebam transfusão de sangue, em situações críticas, sob a alegação de matéria de consciência.

COORDENADOR JURÍDICO

Já me referi, em ocasião anterior, à presença de um jornalista profissional na publicação e como ela foi boa auxiliar nessa nova fase em que o coordenador jurídico da publicação é o advogado Geison de Oliveira Rodrigues, antigo parceiro de Queiroz.

DULCE É A REVISÃO

Nota à parte é o trabalho da equipe de revisão da Revista Bonijuris, a cargo da Dulce de Queiroz Piacentini (revisão técnica) e Noeli do Carmo Faria. Graças a essa equipe de revisão é quase “impossível” se encontrar erros de sintaxe, de léxico, de termos técnicos e todo o mundo de datas e conexões histórico-geográficas que não podem macular a qualidade de uma publicação única como Bonijuris.

QUEREM OPINIÃO

Pedem-me que ressalte, como leitor atento que sou da mídia impressa, os pontos altos dessa Revista Bonijuris de agosto.

Há muito a ressaltar, mas fico com dois pontos: o artigo do paradigmático causídico Luiz Flávio F.D’Urso, que mostra ser mito a propalada impunidade no Brasil. Diz que a cadeia funciona amplamente, ao contrário do propalado.

Já outro artigo, o de Marcello de Paula Lima, trata da tutela jurídica das notícias falsas.

Fiquei curioso, tratei de ler o artigo, no dia seguinte ao que, neste espaço, registrei a declaração retumbante do advogado do New York Times, David McGraw, que foi taxativo: nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu em 2012 que o cidadão americano tem o direito de mentir.

PRÓXIMO NÚMERO

O americano McGraw acha que combater as “fake news” não é tarefa do poder público; que as notícias falsas têm de ser derrotadas pelo jornalismo de qualidade, profissional, jamais acoitando o disse-me-disse das redes sociais.

Sugiro que o próximo número da revista se concentre nas “fake news”.

Estamos eticamente em posição vantajosa em relação ao Tio Sam, pois no Brasil as “fake” começam a ser caso de polícia e de justiça. Assim, nada mais oportuno que uma edição plenamente voltada à questão das notícias falsas. O universo a ser ouvido é enorme, indo do jurídico ao jornalístico, do psicanalítico ao político e ao policial.

Boa leitura.

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