
Luiz Fernando de Queiroz conseguiu um feito importante no mundo editorial impresso, e nos meios jurídicos do país, ao dar novo formato de alta qualidade gráfica e editorial à sua Revista Bonijuris, que completou 30 anos de circulação ininterrupta.
O projeto gráfico é merecedor de nota, assinado por Straub Design, empresa especializada, do Rio de Janeiro. Essa organização merece ser melhor conhecida no Paraná, pois operou um “milagre” com a revista.
POLYANA COM CONTEÚDO
Nessa reviravolta de qualidade que a publicação deu – procurando atingir um amplo universo de leitores, e edição de textos que privilegiam a comunicação jornalística para ressaltar a qualidade de matérias técnicas -, há que ressaltar pelo menos um nome. É o de Polyana Elizabete Pissaia, advogada, editora de Conteúdo.
Polyana conseguiu “milagres”, como a abordagem de assuntos que poderiam ser mostrados com aridez, apenas sob a ótica da lei, mas os faz matérias que ampliam o universo de saberes dos leitores.
CASO DAS “TESTEMUNHAS”
Um exemplo –página 118 da Bonijuris deste agosto – é o artigo de Cristiano Chaves de Faria examinando a questão de dogmas religiosos. Enfoque é centrado nas Testemunhas de Jeovah, movimento religioso milenarista nascido no século 19 nos Estados Unidos, que veda a seus fiéis o direito de aceitarem transfusão de sangue.
Também não serve a exércitos e não vota em eleições ou jura à bandeira.
Tribunais frequentemente têm sido chamados, mundo a fora, a se manifestar sobre se, por exemplo, pais podem impedir que seus filhos recebam transfusão de sangue, em situações críticas, sob a alegação de matéria de consciência.
COORDENADOR JURÍDICO
Já me referi, em ocasião anterior, à presença de um jornalista profissional na publicação e como ela foi boa auxiliar nessa nova fase em que o coordenador jurídico da publicação é o advogado Geison de Oliveira Rodrigues, antigo parceiro de Queiroz.
DULCE É A REVISÃO
Nota à parte é o trabalho da equipe de revisão da Revista Bonijuris, a cargo da Dulce de Queiroz Piacentini (revisão técnica) e Noeli do Carmo Faria. Graças a essa equipe de revisão é quase “impossível” se encontrar erros de sintaxe, de léxico, de termos técnicos e todo o mundo de datas e conexões histórico-geográficas que não podem macular a qualidade de uma publicação única como Bonijuris.
QUEREM OPINIÃO
Pedem-me que ressalte, como leitor atento que sou da mídia impressa, os pontos altos dessa Revista Bonijuris de agosto.
Há muito a ressaltar, mas fico com dois pontos: o artigo do paradigmático causídico Luiz Flávio F.D’Urso, que mostra ser mito a propalada impunidade no Brasil. Diz que a cadeia funciona amplamente, ao contrário do propalado.
Já outro artigo, o de Marcello de Paula Lima, trata da tutela jurídica das notícias falsas.
Fiquei curioso, tratei de ler o artigo, no dia seguinte ao que, neste espaço, registrei a declaração retumbante do advogado do New York Times, David McGraw, que foi taxativo: nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu em 2012 que o cidadão americano tem o direito de mentir.
PRÓXIMO NÚMERO
O americano McGraw acha que combater as “fake news” não é tarefa do poder público; que as notícias falsas têm de ser derrotadas pelo jornalismo de qualidade, profissional, jamais acoitando o disse-me-disse das redes sociais.
Sugiro que o próximo número da revista se concentre nas “fake news”.
Estamos eticamente em posição vantajosa em relação ao Tio Sam, pois no Brasil as “fake” começam a ser caso de polícia e de justiça. Assim, nada mais oportuno que uma edição plenamente voltada à questão das notícias falsas. O universo a ser ouvido é enorme, indo do jurídico ao jornalístico, do psicanalítico ao político e ao policial.
Boa leitura.
