segunda-feira, 11 maio, 2026
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Alerta: é “péssima” a qualidade da água dos rios de Curitiba

Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Todos somos culpados pela degradação hídrica, diz biólogo Borghetti

 

O biólogo José Roberto Borghetti propôs, em reunião do colegiado, que a capital integre o projeto Rio Mais Limpos, do Ministério do Meio Ambiente. A Comissão de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) recebeu, na quarta-feira (13), o biólogo e escritor José Roberto Borghetti, especialista em ecologia aquática. A convite do vereador Sidnei Toaldo (Patriota), ele apresentou o projeto Rios Mais Limpos, instituído em setembro passado pelo Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com Borghetti, Curitiba possui 2.509 rios ou córregos, a maioria deles maioria classificados com o Índice de Qualidade de Água (IQA) como “ruim” ou “péssimo”. O especialista afirma que o maior problema para os rios urbanos é o esgoto, uma vez que as canalizações antigas não evitam, de forma eficaz, que a sujeira se misture com as águas limpas.

Vereadora Maria Letícia, do PV.

TODOS RESPONSÁVEIS

“Nós temos uma incerteza de quem é a responsabilidade sobre a destruição dos rios de Curitiba. É da Sanepar, da prefeitura? Tem que ser de todos. E não está sendo dessa maneira”, disse José Borghetti. O biólogo propôs que Curitiba seja uma das primeiras capitais a abraçar o projeto Rios Mais Limpos, trabalhando de maneira conjunta com os governos federal e estadual. “É importante a questão da educação ambiental, mas mais importante é o compromisso do poder público em limpar e não deixar o esgoto entrar nos rios. A Câmara de Curitiba deve sim promover essa discussão, visando ao futuro”, finalizou Borghetti.

REPETIR A DOSE

A presidente da comissão, Maria Leticia (PV), encerrou a reunião concordando com o biólogo e parabenizando José Borghetti pela apresentação. Convidou-o também para participar das futuras reuniões, que o colegiado de Meio Ambiente pretende promover com Câmara da Região Metropolitana de Curitiba, para expor o assunto. A reunião ocorreu de forma remota e foi transmitida pelos canais digitais no Twitter, no Facebook e no Youtube.

(Comunicação da Câmara de Curitiba)

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