
Artigo publicado discretamente em blog político, assinado pelo deputado federal João Arruda (MDB-PR), tece evidências sobre uma chapa que pode reunir, nas eleições de 2018, os nomes de Alvaro Dias, Osmar Dias e Roberto Requião.
TRÊS EM UM
Não se trata de especulação. A possibilidade é concreta. Requião, inimigo figadal do PSDB e do neoliberalismo, parece estar pronto para lançar-se na recandidatura ao Senado em uma coligação majoritária encabeçada por Osmar Dias na condição de candidato ao governo do Paraná e Alvaro na de presidenciável.
O PRÓPRIO
Em seu artigo, Arruda, que é sobrinho de Requião e seu protegido político, diz que as conversas já tiveram início, ganham fôlego semanalmente e têm, como alvo preferencial, o governador Beto Richa.
VELHO PMDB DE GUERRA
O sobrinho de Requião é otimista quanto ao progresso da coalizão. Diz que nem mesmo a defesa do tio ao PT de Lula e ao juiz Sérgio Moro, que encabeça as decisões da Lava-Jato, não desestimulará seus eleitores.
Pelo contrário, afirma ele. Requião mostrou-se um defensor de princípios e deixou bem claro que sua aversão aos corruptos é isenta de partidarismo. Aponta inclusive para sua própria legenda, que atende agora pelo nome de “velho PMDB de guerra”.
PILARES PARANAENSES
Claro que isso conta. E conta muito. Se Alvaro Dias, pré-candidato à presidência pelo nanico Podemos (ex-PTN), fizer as contas, vai descobrir que com o MDB, ainda que o apoio não ultrapasse os limites geográficos do estado, pode sedimentar uma base de sustentação cujos pilares pareciam condenados antes mesmo de ser construídos.
PDT, EIS A QUESTÃO
Quanto a Osmar Dias, certamente uma composição como esta lhe daria forças que antes pareciam abastecer apenas o campo adversário. Imagine.
Ele poderia até mesmo permanecer no PDT de Carlos Lupi e Ciro Gomes sem se encher de arrependimento.
Osmar é um grande amigo de João Arruda.
CONCILIADOR
Arruda vem devolvendo a gratidão bancando o agente conciliador entre Requião e Alvaro Dias. Osmar já se mostraria devidamente pacificado. Em 2010, ano em que foi derrotado fragorosamente no primeiro turno das eleições por Richa, Osmar compôs chapa com Requião e Gleisi Hofmann. Só ele não levou. O emedebista e a petista ocuparam as duas vagas, deixando atrás de si um rastro de poeira que tinha nome. Ou nomes: Gustavo Fruet (então no PSDB) e Ricardo Barros (PP).
A MEMÓRIA DO ELEITOR
A ideia de construir uma coligação para desconstruir Beto Richa e seu candidato, seja ele Ratinho Jr. (PSD) ou Cida Borghetti (PP), não é nova. Mas tem o tempero do distanciamento administrativo que os livra de qualquer eleitor com “memória de elefante”, o que é raro. Raríssimo. O perfil daquele que vota é sempre o mesmo: o de esquecer hoje o que jantou ontem.
OS DE SEMPRE
Não à toa, a roda vida de governantes repete-se à exaustão. A coligação em fase de acabamento reforça a informação de que o senador Roberto Requião busca mesmo a reeleição. Aquela história de que disputará o governo é conversa para boi dormir.
