domingo, 28 junho, 2026
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A COPA DE BOLSONARO E A ELEIÇÃO DO BRASIL. QUALQUER COISA ASSIM

Jair Bolsonaro e Lula: medindo popularidade, apenas; Neymar Junior: ostentações com helicóptero
Jair Bolsonaro e Lula: medindo popularidade, apenas; Neymar Junior: ostentações com helicóptero

Há tanto interesse nas eleições de outubro quanto no Mundial da Rússia que se avizinha agora, lá pelo dia 14 ou 15. No futebol, há um compreensível desconhecimento dos adversários da seleção brasileira na chave de classificação. Pior. Há um compreensível desconhecimento dos jogadores que integram a seleção, coisa que só profissionais do ramo parecem dominar.

 

UFANISMO TOLO

Por quê? Ora, porque os brasileiros há muito estão enfastiados com os excessos cometidos no futebol e na política, estes tão intimamente ligados nas últimas décadas, para o bem ou para o mal. Os efeitos agora são devastadores. É chato ver esse ufanismo tolo insistindo em contaminar os torcedores, quando até mesmo os locutores mais patrioteiros (Galvão Bueno entre eles) parecem nitidamente cansados. O que menos os jogadores deveriam fazer, em tempos de vacas magras, é ostentar. Nem falo do helicóptero de Neymar ou da caranga último modelo, de sei lá, escolham um nome aí. É cansaço, é desinteresse, é modorrência desse esporte monotemático e carente de espetáculo.

 

RAÇA, SUOR E LÁGRIMAS

Mais. Com tanta fraternidade e igualdade nos campos, uma vez que a maioria, quando não está disputando o Mundial, joga no mesmo time ou disputa o mesmo campeonato europeu, fica difícil pensar que raça, suor e lágrimas estarão dentro das quatro linhas no momento em que o juiz (os seis, os sete, noves fora os da TV) assoprar o apito.

 

SOMBRA DE CONSERVADORISMO

O show que deveria ser do futebol transferiu-se para a política, com os institutos de pesquisa querendo esbanjar emoção nos minutos que antecedem a partida para que a previsibilidade não afugente de vez o torcedor (eleitor) das urnas. Por óbvio que Bolsonaro não tem a mínima chance, mas sem ele e a sombra de conservadorismo que projeta, o pleito de outubro não teria a menor graça.

AGORA VAI

Então, tá. Bolsonaro (PSL) ultrapassou pela primeira vez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na pesquisa espontânea do instituto Datafolha, divulgada neste domingo (10). E daí? Isso diz tanto quanto Joaquim Barbosa (PSB) disparar nas sondagens eleitorais sem nem mesmo apresentar-se como (pré-)candidato. Sim, está faltando assunto. Qual é o valor de Bolsonaro na disputa presidencial, quando 46% daqueles que não são submetidos ao cartão de resposta se dizem indecisos? Ora, o mesmo de Lula: nada.

CARTA FORA DO BARALHO

Em uma eleição séria – e é pedir muito – Lula jamais seria perfilado entre os candidatos. É carta fora do baralho. O que querem é medir a popularidade do ex-presidente, mesmo estando ele trancafiado numa prisão da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e de qualquer maneira impedido de concorrer à eleição por conta da Lei da Ficha Limpa (duas instâncias da Justiça a sopesar-lhe a culpa).

“FESTA” DA DEMOCRACIA

Infelizmente as convenções partidárias só acontecem em julho e, até lá, teremos novos capítulos políticos nessa saga novelística que afugentaria até os mais renitentes espectadores das “soap operas” globais. Sorte, a Copa acaba antes. Se a seleção conquistar o hexa muito bem, viveremos nossos dias de alegria com o Orgulho Futebol Clube. Se perder, nos arrastaremos até o nosso próximo mês e de lá até o outro até nos encontrarmos frente a frente com a urna eletrônica e aquele cortejo fúnebre que chamam por aí de “festa da democracia”.

QUIZ SHOW

P.S.: A propósito: quem é capaz de escalar de memória o time do STF, do ponta esquerda ao ponta direita? Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Carmem Lúcia, Marco Aurélio, Lewandowski e Luiz Fux. Luís Barroso e Alexandre de Moraes.

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