O governo do Maranhão está processando um coronel do Exército indicado para o posto de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União no estado. O militar, segundo o governo local, estaria embargando obras com fins meramente políticos. O coronel José Ribamar Monteiro, que nas redes sociais costuma gravar vídeos com ataques ao governador Flávio Dino, do PSB, e de apoio a Jair Bolsonaro, foi nomeado pelo presidente da República logo no início do governo, em 19 de fevereiro de 2019. Ele próprio se define como bolsonarista.
No Maranhão, o coronel tem colaborado, desde o início de 2020, com a coleta de assinaturas para a criação da Aliança pelo Brasil, o partido idealizado por bolsonaristas para abrigar o presidente. Na ação ajuizada na 3ª Vara Federal Cível do Maranhão no último dia 7 de julho, o governo estadual sustenta que está sendo impedido pelo coronel de executar os projetos referentes às obras de expansão da Avenida Litorânea, em São Luís.
O custo
Queiroga em NY: O Ministério da Saúde terá de disponibilizar à Câmara a descrição de todas as despesas de Marcelo Queiroga custeadas com dinheiro público durante o período em que ele ficou em isolamento em Nova York após testar positivo para a Covid-19. O ministro da Saúde foi diagnosticado em 21 de setembro, enquanto acompanhava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro à Assembleia Geral da ONU.
Depois de cumprir quarentena de 14 dias nos Estados Unidos, Queiroga desembarcou no Brasil em 4 de outubro. Enquanto estava em isolamento, o ministro chegou a trocar de hotel, depois que veio à tona o valor da diária do quarto em que estava hospedado no luxuoso Intercontinental Barclay: pelo menos 1.434 reais. O governo, porém, se recusou a informar o novo destino do ministro.
O antissemitismo não conhece ideologias
O advogado brasileiro Fernando Lottenberg oi nomeado comissário da Organização dos Estados Americanos, a OEA, para monitoramento e combate ao antissemitismo. Lottenberg, que tem doutorado em direito internacional e é conselheiro do Instituto Brasil-Israel, será o primeiro a ocupar o cargo, que foi anunciado em junho pelo secretário-geral da OEA, Luis Almagro. O advogado conversou com Crusoé.

Dinheiro, enfim, devolvido aos cofres públicos
Em julho, Crusoé revelou que o governo Jair Bolsonaro tem injetado milhões de reais em ONGs de fachada controladas por pessoas ligadas ao bolsonarismo. Uma das entidades beneficiadas pertence a uma ex-assessora da ministra Damares Alves, que foi exonerada do cargo quando a reportagem já estava em apuração. Em 24 de junho, a Associação Beneficente Ensine Mão Amiga havia recebido 200 mil reais da Secretaria Nacional de Política para as Mulheres, órgão subordinado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado por Damares. A autorização para liberação do dinheiro foi dada justamente pelo departamento onde trabalhava a assessora contemplada com a verba.
Nesta sexta-feira, 8, o gabinete de Damares informou, por meio de nota, que a ex-assessora Helieth Dolores Pereira Duarte finalmente devolveu o dinheiro aos cofres públicos, com correção de 271,88 reais. Segundo a pasta, ainda há uma investigação em curso para apurar as circunstâncias da liberação do dinheiro. “O processo é sigiloso e as informações são de acesso restrito até sua conclusão”, registra a nota.
