
Marilena Wolf de Mello Braga, pioneira do jornalismo feminino na política paranaense, será um dos meus personagens em Vozes do Paraná 9, que espero editar em 2017.
E ao escolher Marilena, dentre outros paranaenses que serão perfilados no livro, estarei fazendo justiça, em parte, a um dos ramos germânicos dos curitibanos, o Wolf, do qual ela é descendente e cuja memória cultua.
A carta de Marilena, que segue, fala um pouco de Fredolim, seu avô:
A CARTA
Aroldo, prezado amigo:
Deixei na portaria de seu prédio – me lembrei de memória, uma vez dei carona para você e uma cadeira até lá – no sábado passado, dia 07, um envelope com meu último livro publicado, “Mar Abissal, Poemas de Sátira Política em um País que Naufraga”. E também um exemplar de “Vidas, a Vida que Vivi”, que editei para o José Lázaro Dumont sobre o sindicalismo rural do Paraná. Esse é de 2012, um livro precioso, deveria ter enviado para você na época. Sou meio avessa a incomodar os amigos, e tendo tantos conhecidos no meio jornalístico passo mais facilmente por uma estranha.
“Derrubaram e quebraram uma linda estátua de Mármore de Carrara, do artista alemão Carlos Huebel. Nesse túmulo estão enterrados os dois filhos mais novos de meu avô Fredolin Wolf, que dá nome à Avenida onde ficam os Bosques Tingui e Tanguá…”
Pode me informar se recebeu, Aroldo? O porteiro da noite me pareceu tão confiável, disse que você tinha saído, mas entregaria quando você chegasse.
Vi sua matéria sobre o Bigarella. Ele é minha fonte em “O Homem que Virou Avenida”, que estou escrevendo, sobre meu avô Fredolin Wolf, os que vieram depois dele e os que vieram antes, voltando 160 anos na História de Curitiba, até o patriarca Josef Wolf, cujo túmulo no Municipal foi danificado na semana passada. Derrubaram e quebraram uma linda estátua de Mármore de Carrara, do artista alemão Carlos Huebel. Nesse túmulo estão enterrados os dois filhos mais novos de meu avô Fredolin Wolf, que dá nome à Avenida onde ficam os Bosques Tingui e Tanguá: Waldemar Wolf, pai da Carolina Wolf, jornalista da RPC, e Maria Edite Wolf Neves, que foi casada com o Léo de Almeida Neves, por 33 anos. Quem construiu o Palacete Wolf foi o pai de meu avô, Fredolin Wolf Senior.
E BIGARELLA?
Onde entra o Bigarella nessa história? É que ele faz parte da genealogia dos Schaffer, pois Francisco Schaffer – do jardim e da chácara que criava gado leiteiro – casou com uma irmã de meu avô, Gabriela Wolf. O pai de Francisco, Anton Schaffer, veio para o Brasil junto com meu trisavô, Josef. Eram da mesma cidade, lá nos rincões europeus.
Abraço, de novo. Hoje estou prolixa, rsrs.
MARILENA WOLF DE MELLO BRAGA,
Marilena de Curitiba, que é como assino meu “MAR ABISSAL”.
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
