terça-feira, 28 abril, 2026
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Carreira diplomática requer habilidades extras em períodos de guerra

No Dia do Diplomata, coordenadora do curso de Relações Internacionais do UniCuritiba fala sobre o papel da diplomacia em regiões de conflito, como a Ucrânia

 

 (Marlise Groth – jornalista)

As possibilidades de um cessar-fogo na Ucrânia por vias diplomáticas são cada vez mais complexas e improváveis na visão de especialistas, mas as negociações de paz não são a única missão da diplomacia em situações de conflito. Às vésperas do Dia do Diplomata, comemorado em 20 de abril, a coordenadora do curso de Relações Internacionais do UniCuritiba, Patrícia Tendolini, fala das habilidades necessárias a quem deseja seguir a carreira.

Em tempos de guerra, uma das funções do diplomata é oferecer apoio consular aos cidadãos que estão na área de conflito. Um exemplo foi a operação de resgate e repatriação de brasileiros que se encontravam na Ucrânia após a invasão russa – uma ação que envolveu o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa.

“A diplomacia é multifacetada, não só no aspecto político das negociações de um acordo de paz, mas também no apoio aos cidadãos. Ao longo da carreira, o diplomata representa o país perante outras nações e lida com assuntos dos direitos humanos, meio ambiente, temas sociais, energia, educação, promoção cultural, promoção comercial e cooperação”, explica a professora.

Para seguir a carreira diplomática, além de se formar em um curso superior em qualquer área, é preciso passar na prova de Admissão à Carreira Diplomática, realizada pelo Instituto Rio Branco. A função exige conhecimentos e habilidades em diversas áreas, muitas das quais são a base do curso de Relações Internacionais.

CARREIRA DESAFIADORA

Ciência Política, Economia, Direito, História e Geopolítica são temas fundamentais para a carreira diplomática. Além disso, a atividade requer fluência em outros idiomas, habilidade em comunicação, capacidade de adaptação a diferentes contextos, conhecimento sobre legislação nacional e internacional e, evidentemente, excelente capacidade de negociação.

Referência nacional na área, o curso de Relações Internacionais do UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das principais organizações de ensino superior do país – tem egressos na diplomacia, entre eles Hugo Freitas Peres, que atua na Embaixada do Brasil em Londres e Bruno Quadros e Quadros, atualmente na Embaixada do Brasil no Vaticano.

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