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Enquanto estuda meios para derrubar a inelegibilidade que o impede de disputar eleições até 2027 e sonha com uma candidatura a deputado federal por São Paulo em outubro, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha pode ver surgir contra si um novo foco de dores de cabeça judiciais.
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que sejam enviadas à Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte suspeitas levantadas pela Polícia Federal acerca de repasses de 5 milhões de reais da Odebrecht ao ex-deputado nas eleições de 2014. O dinheiro teria sido destinado a Cunha em troca de sua atuação pela Medida Provisória 627, de 2013, quando o ex-parlamentar era líder do MDB na Câmara.
O texto alterou a legislação tributária federal sobre o Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas e tratou da tributação de empresas domiciliadas no Brasil em relação a lucros obtidos no exterior, temas que interessavam ao grupo sobretudo pela atuação de sua construtora, sua empresa de óleo e gás e da Braskem, seu braço petroquímico, fora do Brasil.
