
Não tenho dificuldade em classificar o arcebispo emérito de Curitiba, dom Pedro Marchetti Fedalto, como uma das personalidades que marcaram profundamente a vida da Capital no século 20. E que continua a ter papel referencial na vida da cidade. Hoje, naturalmente limitado pelas circunstâncias da idade, mas sempre presente e ativo.
Em agosto deste ano, dom Pedro completará 90 anos, uma vida de operosidade voltada à comunidade abrangente. Posso dizer – porque o conheci e o acompanho desde que começou como padre, ao lado de dom Manuel da Silveira D’Elboux, a quem sucederia. Classifico-o como alguém “impressionante”.
“… foi graças a intervenção de Pedro que a jornalista Tereza Urban, notória ecologista, cumpriu prisão – condenada que fora como “subversiva” – numa casa de freiras, um mosteiro”.
Tanto pela obra deixada, como pela influência que exerceu em certos momentos da vida do Paraná, como mediador em horas difíceis, especialmente nos chamados “anos de chumbo”.
Por exemplo, durante aqueles anos, Pedro, sem jamais ter sido um contestador nem pró-esquerdas, criou a Comissão de Direitos Humanos da Arquidiocese e chegou a abrigar uma professora (Juracilda) na Cúria. A moça era perseguida política.
Outro exemplo: foi graças a intervenção de Pedro que a jornalista Tereza Urban, notória ecologista, cumpriu prisão – condenada que fora como “subversiva” – numa casa de freiras, um mosteiro.
Esses são alguns aspectos da vida de dom Pedro que o documentário “As pedras de Pedro” deverá mostrar. O trabalho está sendo feito pela Rede Católica de Televisão (da Fundação Evangelizar é Preciso), trabalho da editora, redatora e produtora de TV e cinema, Caroline Munhoz da Rocha.
