
No momento, o pré-candidato ao Senado quer concentrar contatos na Região Metropolitana de Curitiba
No modelo Guto Silva de fazer campanha ao Senado, não há lugar para declarações bombásticas. Ou meras críticas aos adversários. Essa é a opinião mais ou menos dominante entre os que analisam a caminhada do ex-chefe da Casa Civil em sua proposição de concorrer ao Senado.
Esse estilo Guto é também de cuidadosa observação sobre seu amigo, o governador Ratinho Junior que, diz, “é prudente, e vai observando o desenho nacional, do jogo político”. E mais, explica:
– Não posso pressionar o governador, que vive a dupla realidade, a local e a nacional. Respeito o desenho político que ele acata.

Essa dupla realidade tem a ver, sabe-se, com o presidente Bolsonaro e Álvaro Dias, dois irreconciliáveis, que querem o apoio do governador…
O que Guto adiantou ao site, em contato telefônico na manhã desta sexta-feira, 21, é que vai seguindo seu caminho, que denomina de “intermediário”. Isso inclui, para as próximas horas, concentrar-se em contatos na Região Metropolitana de Curitiba, área chave da eleição deste ano. Para tanto, vai montando uma pauta pragmática, para a RMC e também abrangente a todo o Paraná.
Intelectualmente muito sólido, professor universitário, Guto, quando provocado, não se esconde: mostra a exata extensão das carências do cidadão paranaense, que reclama por emprego, saúde, comida, tal como o resto do país, diz.
De leve, como é de seu estilo, Guto encerra a rápida entrevista lamentando a ausência de vozes paranaenses em Brasília. O que, entende-se, significa a ausência dos parlamentares do Estado na defesa do Paraná e suas necessidades.
