
Dona Matilde da Luz ouviu nos corredores da Urbs que os donos do transporte coletivo pularam três ondinhas na virada do ano em praias paranaenses. Eles pediram um ano próspero e rentável. E parece que o prefeito Rafael Greca, devoto de Iemanjá, ouviu as preces da “família do transporte coletivo” e autorizou, no início do ano, um repasse de R$ 15 milhões, sob a justificativa de manutenção da Rede Integrada de Transporte.
O novo repasse faz parte de uma série de benesses que Greca cultiva com as famílias, detentoras por décadas da rede de transporte público de Curitiba. Durante a pandemia Greca encheu as burras dos donos das empresas, com repasse que superou R$ 200 milhões. Também permitiu mudança no modelo de cobrança do custo do transporte e autorizou a redução da frota e também dos ônibus ofertados, para compensar “prejuízos” das empresas.
Tudo isso foi feito, com apoio da base do governo na Câmara Municipal, alegando-se prejuízos causados pela pandemia do Covid-19. Enquanto isso, prefeito e seus vereadores desviaram os olhos para os ônibus lotados, apilhados de passageiros, apertados e convivendo com o coronavírus.
Pelo andar da carruagem e pelo carinho que o prefeito e o presidente da Urbs, Ogeny Maia, nutrem pelos donos do transporte, os ônibus continuarão lotados em pleno recrudescimento da epidemia do coronavírus. Agora, o transporte coletivo terá que levar na carona a variante do Ômicron. E as pessoas vão acabar doentes e internadas nas lotadas Upas e Unidades de Saúde.
