quinta-feira, 7 maio, 2026
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Opinião de Valor: Fome

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

Ultimamente temos lido e assistido notícias relacionadas a fome que assola parte da população brasileira. Infelizmente, essa notícia não é nova, mas, com certeza foi agravada em razão da pandemia. Quem nunca teve o desprazer de passar fome pela falta de recursos financeiros é, de fato, abençoado e, talvez, nunca entenda o sofrimento daquele que é abarcado por essa necessidade. Inúmeros são os fatos e, uma vez, entrando nessa circunstância, sem a ajuda adequada, é difícil o retorno.

Muitos municípios dispõem de diagnóstico social da população, porém, as perguntas a serem feitas são: houve atualização na pandemia? O que foi e, ainda, está sendo feito para minorar essa terrível situação? Os gestores sabem onde estão, realmente, estas pessoas e quem são? Há coordenação entre as entidades sociais e o município? O município vai até elas ou espera que estas descubra o município?

A pobreza extrema traz muitas privações e repercute nos índices de reprovação, abandono escolar, saúde emocional e física, mortalidade infantil e tantos outros aspectos. Por isso, é extremamente importante que os gestores tenham todos os dados dessas pessoas para elaborar políticas públicas que resolva ou minimize esse estado de coisas. Não basta ter percentual, necessário é o conhecimento “in loco” para que medidas efetivas sejam adotadas.

Questionamos os gestores e precisam ser indagados, entretanto, nesse momento de crise é essencial que a população, que dispõe de recursos financeiros, também, atue nesse processo. Conhece uma família necessitada? Proponha-se a ajudá-la, por um período, pode ser até com um único item, se você tem poucas condições, mas, não ignore, não se exima de sua responsabilidade. Em atos 20,35 nos ensina que […] “Há maior felicidade em dar do que em receber.” (NVI). A população precisa ser conclamada, incentivada a auxiliar, a ver o próximo e, na medida de suas posses, dar o socorro, em especial o alimentar.

Ressalte-se que a cesta básica, não supre todas as carências, como a denominação diz é o básico. Não se faz necessário participar de grandes campanhas, se pairar alguma dúvida em seu coração, pois, no seu bairro, em seu trabalho, na extensão de sua família, em sua igreja sempre tem alguém que vive com baixa renda ou na extrema pobreza, ou, ainda, alguém que conhece indivíduos nessas condições. Pense nisso e passe a enxergar ao seu redor. Pessoas que vivem na extrema pobreza sempre existiram, mas, hoje, devido à pandemia, existem muito mais, não recolha sua mão. Estenda-a!

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

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