quinta-feira, 7 maio, 2026
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REPERCUTINDO: Rafael Greca não cumpre promessa de terminar a Linha Verde

Obras da Linha Verde Norte (Foto: Joel Rocha/SMCS)

Embora engenheiro, mas com poucos conhecimentos na área, o prefeito foi deixando que projetos mal feitos e mal executados fossem criando o caos que hoje reina na Linha Verde

 

Rafael Valdomiro Greca de Macedo, em sua recente campanha eleitoral, prometeu que iria concluir a obra da Linha Verde até Dezembro de 2021. A promessa foi divulgada em vários jornais da cidade virando inclusive uma haschtag de campanha de governo “#agoravai”.

Vide https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/novos-terminais-viadutos-trincheiras-e-o-fim-da-linha-verde-compromissos-do-novo-mandato-de-greca/.

Pois bem, se o eleitor de Rafael Greca acreditou em suas promessas eleitorais em relação a obra, o que resta é constatar é que foi ludibriado, pois a linha Verde não vai acabar em 2021 e vai custar bem mais do que originalmente contratada pela gestão do engenheiro Rafael.

Um engenheiro, escanteado pelo gabinete de Greca, conta que serão necessários quase o dobro de recursos financeiros, do total inicialmente investido, para terminar a obra. Conforme já noticiado aqui e não divulgado por outros meios de comunicação (boa parte deles alinhada com a Prefeitura), a empreiteira Triunfo vai abandonar a obra da linha verde.

Dona Matilde da Luz

QUEM É CULPADO?

De quem é a culpa? A culpa é do prefeito, que é engenheiro e não tem capacidade de verificar e organizar os projetos de engenharia. Esses projetos são cheios de erros e não refletem a realidade da obra, causando prejuízos à cidade de Curitiba e às próprias empresas que se aventuram a executar a interminável Linha Verde. “O nome da avenida deveria ser mudado para Avenida História sem Fim!, crava a dedicada dona Matilde da Luz.

Rafael Valdomiro Greca de Macedo, apesar de engenheiro, não consegue que “ o IPPUC, responsável pelos projetos da Linha Verde, consiga elaborar um projeto de qualidade, que tenha um mínimo de precisão essencial ao término da obra”, conforme opina um engenheiro destacado membro do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).

O que se alega, em meios empresariais e na Prefeitura, é que “o IPPUC atualmente virou uma extensão da Secretaria de Urbanismo, preocupando-se com questões secundárias de divisões de áreas e concessão de potencial construtivo , criando dificuldades ao desenvolvimento da cidade”, segundo opina ao site um ex-técnico do IPPUC.

BUROCRACIA SEM FIM

Empresários do setor construtivo reclamam das dificuldades burocráticas e esdrúxulas que o IPPUC e a Urbanismo, comandados por Luiz Fernando Jamur, impõem a projetos particulares, exigências que inviabilizam o desenvolvimento urbano da cidade. O contrassenso é que para os projetos públicos os mesmos técnicos de confiança do prefeito fazem vistas grossas às normas técnicas de engenharia e de urbanismo.

Qual o motivo? Já para obras particulares, os engenheiros de confiança de Rafael Valdomiro Greca exigem muitas “medidas compensatórias”, para “reparar” os transtornos que uma obra privada causa aos Curitibanos.

Diante disso, pergunta-se: Quem vai exigir uma compensação pela obra da Linha Verde do senhor Prefeito de Curitiba? Essa obra já causou transtornos demais, e o que mais se observa é o silêncio do Tribunal de Contas (TCE) e Ministério Público(MPPR). Não houve qualquer notícia de providência tomada pelo Ministério Público em relação a obra interminável! Moradores do bairro Atuba reclamam que o engenheiro Rafael Valdomiro Greca de Macedo “ não consegue levantar a b…e ver a quantidade absurda de erros e a bagunça da obra da Linha Verde. Tudo por lá indica um campo de guerra, sem sinalização e sem segurança viária. E mais: nem a sinalização a prefeitura faz adequadamente, e a consequência é o alto número de acidentes no local.

Uma histórica engenheira curitibana, que “já viu de tudo na cidade”, respondeu à pergunta do site, sobre se acredita que o prefeito terminará a Linha Verde, dizendo: “Rafael continua o menino mimado, o enfant gaté que conheci mocinho, fazendo estrepulias na Catedral Metropolitana e depois escrevendo coisas engraçadas, de fino humor, em alguns jornais.

Ele nunca nos enganou, nem a mim nem ao Rafael Dely, que morreu desafeto dele: Greca nunca terminará a Linha Verde que, por algum motivo, não faz o gênero dele, um barroco em busca do espetáculo…Quem ainda conseguia segurar esse espírito momesco foi seu criador, Jaime Lerner, a quem, depois, ele trairia, ao unir-se a Requião. E de quem se apartaria…”

Jaime Lerner
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