domingo, 10 maio, 2026
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Clève, jurista e educador, amplia a nossa vida cultural

Clèmerson Clève e senhora, na noite de lançamento de Vozes do Paraná volume 12.

Impossível ficar alheio ao grande momento do próximo dia 22, quando meu dileto amigo Clèmerson Merlin Clève será empossado como membro da Academia Paranaense de Letras – APL – na cadeira número 3, que tem como patrono Jesuino Marcondes, e René Ariel Dotti como ocupante mais recente. Clève foi dos primeiros perfilados no meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses.

E acredito que ele até poderá registrar, na posse, uma pouco da “memória”, declarações anotadas naquele volume que gerou até um reprint por ele encomendado. Ali o encontramos vivendo a vida de um jovem inquieto em terras de Europa, em busca de novos horizontes culturais.

Senador Flávio Arns. (Foto: Beto Barata / Agencia Senado)

Às vezes, viajando ao lado de outros jovens daqueles dias, como o hoje ministro Gilmar Mendes, um de seus diletos amigos. Clèmerson Clève é daqueles homens que acrescentam importância aos que o homenageiam. Foi assim quando se tornou personagem de meu livro, ampliando a dimensão da obra; e agora, quando entra na APL, amplia a acústica da instituição que teve notáveis presidentes, como Eduardo Rocha Virmond e Chloris Casagrande Justren, entre outros, nomes que deram impulso à instituição.

Chloris Casagrande Justen

A Academia ganhou a atual sede como resultado de esforços de homens como o hoje senador Flávio Arns, e empenho de Darci Piana (Federação do Comércio), sem deixar de dar crédito – é preciso – ao ex-governador Beto Richa.

CONSTITUCIONALISTA

Discreto, um sábio que nunca exibe sua profundidade cultural geral, Clève é muito mais do que um “cultor do Direito”. Ele produz definições e orientações em pareceres que são muitas vezes acolhidas em tribunais superiores. Os seus livros, editados em São Paulo ou Curitiba, são referenciais, no universo do Direito.

Eduardo Rocha Virmond.

Costumo dizer que Clève – filho do desembargador Clève, que também foi membro da APL – é uma raridade no Direito nacional: pelo menos 3 dos 11 ministros do STF tiveram-no como examinador em universidades, quando se habilitaram ao título de Doutor.

O EDUCADOR

Clève foi o que sempre quis ser em primeuiro lugar: um catedrático do Direito na acatada UFPR, da qual se aposentou. Mas continua em seu escritório advocatício. Outro papel importantíssimo na vida de Clèmerson Merlin Clève é sua presença como empreendedor na área de educação universitária. Fundou e preside um dos mais valiosos centros universitários do estado, a UniBrasil, hoje um paradigma de ensino superior. Salve o PhD professor Clève, também uma das raridades humanas do Paraná.

Darci Piana
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