
Notinha pela alegria
Radicalismo não é só fechar STF, não. Da nossa parte, da parte do jornalismo, o tratamento que demos aos “20%” – porque esse é o dado de realidade de quem está “fechado com Bolsonaro” – é também radical. A gente colocou qualquer boa intenção do pessoal no ralo.
Os caras – nossos pais, primos, amigos – que foram para a rua no dia 7 não querem destruir o Brasil. É o mapa deles do que é bom, do que é justo. Não se pode engendrar o mesmo que nos fazem sentir em relação à educação. Para “eles”, todo professor é um perigo comunista.
Estes “todo professor”, “todo bolsonarista”, generalizações, fazem nossa amizade enfraquecer. Gosto da ideia de São Josemaria Escrivá no que tem a ver com “um trabalho um a um”. Qual é o voto de confiança que podemos dar? Errados, tristes, já estamos. Voltar a rir, quem sabe.
