Acordei num dia qualquer e Deus não estava mais onde costumava. A gente nunca sabe inteiramente das razões dos outros. Uma parte de mim chegou a pensar que eu era melhor que aquele implacável do Velho Testamento, o que pode ter causado algum desconforto na relação Criador-criado. Eu o quis matar. Mas experiente que é, o “Senhor das esferas” (como escreve Vinícius de Moraes) tinha um plano. E o plano era justamente que eu o pudesse matar. Cristo na Cruz. O símbolo de nossa liberdade.
Então, eu me pergunto – e por isso a trilha que está no vídeo – “como que pode?”.
O crucifixo quem me deu foi Padre Paulo (acho que é o quarto ou quinto).
Boa semana!
*Vinícius Sgarbe
