
A Federação do Terceiro Setor do Estado do Paraná (Fetespar), que representa os interesses da sociedade e das organizações sociais, pediu, na quinta feira, 8, que a Justiça suspenda o projeto na CMC, para que seja analisado e discutido com todos os envolvidos, incluindo as Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
A matéria trata de penalizar organizações sociais e particulares que distribuem comida aos moradores de rua, centralizando tais ações apenas na Prefeitura de Curitiba, segundo orientação do prefeito Greca.
No documento, enviado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), a Fetespar afirma que, se não fosse a ajuda das organizações sociais, os sem-teto seriam cada mais invisíveis pelo poder público.

PARA TIRAR VANTAGENS…
“E com certeza o poder público municipal viu nesta parcela da população de rua uma oportunidade de angariar recursos e vantagens, e ter total controle das OSCS que prestam relevantes serviços a essa população de rua, pouco assistida pelo poder público principalmente em meio a uma pandemia”.
A Fetespar defende que não pode compactuar com a proposta da prefeitura, que quer decidir sozinha sobre as ações que envolverão milhões de recursos públicos.
“E tira a credibilidade das OSCS receberem diretamente doações das empresas privadas e pessoas físicas”, diz o documento.
