SEED-PR – Cerca de 12 mil crianças e adolescentes em tratamento de saúde receberam atendimento pedagógico no Paraná entre janeiro e julho de 2026. O trabalho é realizado pelo Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), mantido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) em 18 unidades de saúde distribuídas por dez municípios.
O serviço atende estudantes da Educação Básica, da Educação Infantil ao Ensino Médio, que ficam temporariamente impossibilitados de frequentar a escola em razão de internação ou tratamento ambulatorial prolongado. As atividades ocorrem dentro das instituições de saúde, de acordo com as condições clínicas do aluno e mediante autorização da equipe responsável pelo tratamento.
Em 2025, foram cerca de 18 mil estudantes atendidos pelo Sareh Hospitalar. Já nos primeiros sete meses de 2026, o serviço alcançou a marca de 12 mil alunos.
Como funciona
Nas unidades de saúde que contam com o Sareh, o atendimento começa dentro do próprio hospital. Após verificar que o estudante possui condições clínicas para participar das atividades, a equipe de saúde aciona os profissionais do serviço. A pedagoga conversa com a família, identifica a escola de origem e organiza o acompanhamento pedagógico. Aos pais ou responsáveis cabe também informar o afastamento à escola e apresentar o atestado médico para justificar as ausências.
Podem receber o atendimento estudantes da Educação Básica internados em uma das 18 instituições parceiras. Não há restrição a determinadas doenças nem exigência de tempo mínimo de internação. Cada caso é analisado conforme a liberação da equipe de saúde e a possibilidade de participação nas atividades pedagógicas.
Nos casos em que o estudante recebe recomendação médica para permanecer em casa, a família deve comunicar a escola e apresentar a documentação de saúde. A solicitação do Sareh Domiciliar é analisada pela escola e pelo Núcleo Regional de Educação, de acordo com os critérios estabelecidos pela Seed-PR.
“O tratamento de saúde não interrompe o direito à educação. O Sareh permite que o estudante dê continuidade ao processo de escolarização e mantenha o vínculo com sua escola durante o período em que não pode frequentar as aulas”, afirma a chefe do Departamento de Educação Inclusiva da Seed-PR, Maíra de Oliveira.
Atendimento individualizado
O trabalho pedagógico considera o ano ou a série em que o aluno está matriculado, os conteúdos desenvolvidos pela escola de origem, o tempo de internação e suas condições físicas e emocionais.
As aulas são presenciais e podem ocorrer individualmente, no leito ou no ambulatório, ou em grupo nas classes hospitalares. As atividades abrangem todas as áreas do conhecimento de forma integrada e podem utilizar materiais impressos, recursos digitais, plataformas educacionais, videoaulas e conteúdos enviados pela escola de origem.
“O objetivo não é reproduzir toda a rotina escolar dentro do hospital, mas trabalhar os conteúdos essenciais e garantir que o afastamento não provoque uma ruptura no processo de aprendizagem”, explica Maíra.
Atualmente, cerca de 63 professores e 19 pedagogos da rede estadual atuam no Sareh Hospitalar. Os profissionais pertencem ao Quadro Próprio do Magistério e são selecionados por edital específico.
Implantado em 2007, o Sareh está presente em seis instituições de Curitiba: Hospital Pequeno Príncipe, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner, Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, UNIICA e Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia.
No interior e na Região Metropolitana, o serviço funciona na Clínica Médica São Camilo, em União da Vitória; Hospital Regional Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo; Hospital do Câncer de Londrina e Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina; Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá; Hospital Universitário do Oeste do Paraná e Uopeccan, em Cascavel; Hospital Universitário Regional de Maringá; Comunidade Terapêutica Rosa Mística e Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa; Lar Dom Bosco, em Campo Mourão; e Hospital Regional do Vale do Ivaí, em Jandaia do Sul.
