
Há uma certa perversidade no decreto que instituiu a bandeira Vermelha em Curitiba. O documento divulgado na madrugada do último sábado enumera o que pode e não pode funcionar. Ainda que tardio, o lockdown tenta conter a pandemia, que saturou o sistema de saúde de Curitiba. E impingiu alto sacrifício no combalido comércio curitibano e foi generoso com as empreiteiras que atendem a prefeitura.
Sem planejamento e estratégia no combate do conoravírus, por evitar em ouvir a equipe técnica da saúde, Greca numa atitude desesperada enclausurou o setor produtivo de Curitiba.
Mas deu salvo conduto as empreiteiras em manter equipes nas ruas, fazendo roçada, pintando faixas de ruas, fazendo remendo e outras atividade, pondo em risco os mais de 15 mil trabalhadores de empresas da construção civil e de manutenção urbana, que atendem o município.
SALVEM AS EMPREITEIRAS
Com menos gente na rua, as empreiteiras, tão amigas do prefeito, intensificaram o trabalho e estão pondo em risco trabalhadores. Tudo para garantir a bolada da manutenção da cidade e também das obras públicas. Para Greca, não há vírus nas obras públicas, que já faturaram mais de R$ 178 milhões de 1º de janeiro até início de março.
Dinheiro não falta aos “parças”, como os diretores da Triunfo, responsável por obras como a Trincheira da Mario Tourinho, que foram doadores da campanha de Greca. E hoje recebem em dia pelas obras, mesmo que quase parada, como a trincheira.
REZAS E CHOROS
Greca continua a rezar e chorar pelos mortos em vídeos divulgados pela equipe do reality BBB do Greca, sob direção da Comunicação da Prefeitura de Curitiba. Mas Greca não se condoi pelos trabalhadores que fazem a manutenção da cidade. Para ele, tudo indica, vidas de trabalhadores não importam. Mas para nossa coluna, cabe o brado indignado: “Parem as obras das empreiteiras e salvem vidas”.
