
Em um mês, aumentou a ocupação das UTIs para casos graves da Covid-19 no país. Se no começo de fevereiro havia oito capitais com mais de 80% de ocupação, hoje dez delas estão com 90% ou mais das suas UTIs com pacientes.
Após receberem pacientes de outros estados, como Amazonas e Rondônia, em janeiro e fevereiro, os três estados do Sul enfrentam agora escassez de vagas em UTI para Covid-19.
A situação mais crítica é a do Rio Grande do Sul, que nesta terça-feira (2) estava com mais de 100% dos leitos ocupados. Pacientes estão sendo atendidos em UTIs improvisadas que foram instaladas nos hospitais. Só em Porto Alegre, há 24 pessoas nessa situação.
“A situação é realmente dramática nesses últimos dias e o grau de contaminação assusta porque, há 15 dias, a situação estava praticamente sob controle, tanto que o governador trouxe pacientes de Manaus”, disse Antonio Kalil, diretor da Santa Casa de Porto Alegre.
Apesar do colapso no sistema, a secretaria estadual de Saúde afirma que ainda não há previsão de transferência de pacientes para outros locais.
“Leito de UTI não é cura, 60% das pessoas que vão para UTIs morrem. Mesmo que tivéssemos capacidade infinita de expansão dos leitos, e não temos, não significaria salvar todas as vidas. Não adianta só aumentar as UTIs, precisamos reduzir o contágio”, afirmou o governador Eduardo Leite (PSDB) em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (1º).
(Da Folha de S.Paulo)
