
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi contemplada, na semana passada, com a concessão da primeira patente verde da história da instituição, além de ter obtido mais duas cartas-patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Nesta invenção, o estudo utilizou o gesso acartonado descartado da construção civil, em substituição à gipsita natural, para a fabricação de painéis de gesso acartonado. Este descarte causa impacto ambiental e todas as conseqüências proporcionadas por ações desta natureza. A pesquisa representa também um novo produto a partir do aproveitamento dos resíduos agrícolas, que são gerados em grandes quantidades e, de modo geral, descartados na natureza.

Os inventores lembram que uma das formas de permitir a fabricação de painéis de gesso acartonado, de maneira a se tornar um processo de fabricação mais sustentável, é substituir algumas de suas matérias primas que são importadas, ou ainda que exijam a utilização de recursos naturais finitos, como é o caso do gesso. O processo patenteado pode ser aplicado na construção civil para revestimento interno com características para isolamento acústico. Ele foi desenvolvido pelos pesquisadores Célia Regina Granhen Tavares, Rubya Vieira de Mello Campos, Carlos Augusto de Melo Tamanini, Paulo Fernando Soares e Aline Lisot.

A UEM havia encaminhado o pedido de depósito desta patente verde, em 2017, por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). O título é “Processo de fabricação de painéis de gesso acartonado a partir de resíduo fibroso e de resíduos de painéis de gesso acartonado”.
(Imprensa da UEM)
