A venda milionária do Hospital Santa Cruz (R$ 950 milhões?), da família Leal ao grupo hospitalar paulista D’Or, continua surpreendendo. Não que a qualidade dos serviços acuse queda. Mas pelo inusitado. Agora, por exemplo, o HSC está despedindo enfermeiros e técnicos e enfermagem, além de ter fechado uma ala de 20 leitos de enfermaria no seu primeiro andar. Tudo sob a justificativa de que estaria fazendo uma “reengenharia”, sem explicar o que exatamente isso quer dizer.
MUNDO MÉDICO: PRÓ SAÚDE NO COMANDO (II)
Um catarinense que estudou teologia em Curitiba, padre Leonir Pessini, é hoje o superior geral mundial da Ordem dos Camilianos, centenária instituição católica de padres e irmãos voltados ao atendimento hospitalar.

A ordem é dona do Pró Saúde, uma organização social presente em vários estados do Brasil. E que assumiu há 2 anos, e com todo vigor, o pleno comando de dois hospitais de Curitiba, a Santa Casa de Misericórdia e o Nossa Senhora da Luz.
Quem trabalha nos dois hospitais está contente com a ação do Pró Saúde, que, entre outras inovações, promoveu amplas reformas no prédio da Repúlica Argentina da Santa Casa, e lá instalou um pronto atendimento entregue à Universidade Positivo/Medicina; ale de fazer melhorias diversas.
Os dois hospitais são da Santa Casa que, na pratica, é toda controlada pela PUCPR: dos 5 membros da Mesa da SC, 3 são representantes da Pontifícia Universidade Católica

A PUCPR, em si, dirige e tem o controle direto dos hospitais Cajuru (todo voltado ao SUS) e Marcelino Champagnat (planos de saúde e particulares).

MUNDO MÉDICO: SUGISSAWA FICA COM INVESTIDORES (III)
Na tarde desta quinta, 14, um administrador do Hospital Sugisawa, explica que a recente venda da intituição fundada por Saburu Sugisawa (in memoriam) a um grupo empresarial paulista teria sido “a melhor solução, diante do enorme endividamento da instituição”. Não soube (ou não quis) precisar o valor dessa dívida.
Para essa fonte ouvida pela Coluna, “o grupo vai apenas colocar as contas em dias e repassar o hospital par alguém da área médico-hospitalar. Com enorme lucro, claro, pois o patrimônio profissional de credibilidade do nosso hospital está intacto”.

