
O Instituto dos Advogados do Paraná, presidido por José Lúcio Glomb, marcou grande tento na noite de quarta, 10, ao reunir pelo menos 300 associados, autoridades, convidados especiais, magistrados, para celebrar seu aniversário, no Graciosa Country Club.
Foi mais do que uma festa: para mim, a impressão mais forte é de que foi uma grande ode à liberdade de expressão.
Em torno da comemoração, foi lançado o Prêmio Francisco da Cunha Pereira Filho de trabalhos jurídicos, cujas inscrições terminam em janeiro de 2016. O prêmio é estimulante: R$ 50 mil.
2 – MESMO TOM
As falas foram em torno disso mesmo: liberdade de expressão como marco maior – apontaram os oradores – de um regime verdadeiramente democrático.
O tema – liberdade de expressão – permeou os discursos de Guilherme da Cunha Pereira, presidente da RPCOM, e do prefeito Gustavo Fruet, além da fala de Glomb.
Guilherme, em tom emocionado, referiu-se ao pai, Francisco da Cunha Pereira. E assinalou, também, a importância de se valorizar as manifestações populares, tais como as que o país começou a ver desde 2013, disse. Tudo dentro do espírito da liberdade de expressão.
3 – DEMOCRACIA DIRETA
A filha de Francisco, a diretora do RPCOM, Ana Amélia Filizola, depois confidenciaria a Glomb que a reunião festiva teria sido a que mais a envolveu neste 2015.
Gustavo Fruet, o prefeito, disse-se ‘inteiramente’ a favor de manifestações populares. Admitiu que elas poderão aumentar, como prova de que a democracia direta é uma nova realidade: a população elege seus candidatos e, em seguida, vai às ruas apresentar suas demandas. Não espera para fazer pedidos.
Fruet disse ainda que ele nunca foi obrigado a cancelar agendas, mas que há muito homem público que é rejeitado nas ruas e em ambientes fechados. Fez um parêntese: no entanto, teme pelo mau uso da liberdade de manifestação.
4 – JULGADORES
A jovem advogada paulistana, Patrícia Blanco, da ONG “Palavra Livre”, presente ao jantar, será parte do júri de notáveis que julgará os trabalhos do Prêmio Francisco da Cunha Pereira. Ele será composto também pelo ministro Ayres Brito, o professor René Dotti, o jurisconsulto Clèmerson Clève, professores Egon Bochmann Moreira, o jurista português Joathan Machado, Rodrigo Xavier e Newton José De Sisti.
