Por Judas Tadeu Grassi Mendes, professor aposentado da UFPR, PhD em Economia
Há três dias, eu escrevi nesta Coluna/Blog do Aroldo Murá, afirmando que o atual reitor da UFPR, direto interessado na reeleição, faria de tudo para que o nome do prof. Horácio Tertuliano dos Santos Filho, cujo nome ficou em segundo lugar numa votação virtual na UFPR para reitor, numa disputa com o atual reitor, porque o atual reitor sabe que o MEC (leia-se o presidente Bolsonaro) deseja consertar os rumos das universidades federais, contaminadas pelo petismo e sem compromisso com a qualidade de ensino, haja visto que entre as 200 melhores universidades do mundo, não há uma única universidade brasileira e pior é que cada aluno nas federais está custando mais de R$ 35 mil por ano.
Sabedor das artimanhas do atual reitor, que ligou para quase todos os 65 membros do Conselho Universitário (COUN), arquitetaram uma nova eleição de possíveis candidatos a serem escolhidos na reunião do COUN, onde foram induzidos dois outros nomes para concorrer, e assim supostamente haveria quatro candidatos para três vagas, sabendo-se que o prof. Horário não receberia votos suficientes e assim ficaria fora da lista tríplice. Foi isso que realmente aconteceu hoje de maneira vergonhosa, fato que eu antecipei há três dias. Cabe registrar que os dois novos nomes para concorrer para reitor nem se quer puderam apresentar suas propostas para o COUN. Algo ridículo. Foi tudo manobra do atual reitor, na tentativa de simular uma votação aparentemente correta.
SÓ RESTA A INTERVENÇÃO
É claro que o prof. Horácio ainda tem a via judicial e certamente vai procurar seus direitos, pois o correto teria sido constar na lista tríplice o nome do prof. Ricardo (atual reitor, por ter sido o mais votado em eleição virtual), seguido do prof. Horacio em segundo lugar, cabendo ao COUN apenas votar num terceiro nome para completar a lista tríplice, que é uma exigência do MEC.
Tendo em vista que esta artimanha do atual reitor é vergonhosa e deplorável, e caso o prof. Horácio não tenha sucesso pela via judicial, sugiro que o MEC indique um interventor, alguém qualificado, preparado e comprometido com a qualidade de ensino, sem nenhum viés petista como acontece com o atual reitor. Esta é uma exigência da nossa sociedade que votou em Bolsonaro para mudar o país. Não ficarei surpreso se o MEC vier a indicar um interventor. Caso contrário, as coisas continuarão como estão agora. Como ex-professor titular da UFPR só tenho a lamentar o reitor que temos hoje.

