quarta-feira, 22 julho, 2026
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NACIONAIS: Armadilha bolsonarista

Mandetta: “Bolsonaro bateu de frente com a ciência, o SUS e a vida”

O presidente Jair Bolsonaro foi aconselhado por ministros e assessores a parar de falar nas redes sociais e entrevistas sobre a saída do ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça. A avaliação é de que, ao seguir no debate público sobre o assunto, o presidente ajudará a prolongar a crise. Assessores aconselharam o presidente a deixar o ex-juiz “batendo boca” com parlamentares bolsonaristas. Difícil é acreditar que Moro vai cair nessa armadilha.

 

  1. A demissão da ciência.

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na noite deste domingo, 26, que os atritos com o presidente Jair Bolsonaro que resultaram em sua demissão se deram porque o presidente “bateu de frente” com a ciência. O ex-ministro falou em uma live promovida pelo Movimento Brasil Livre, o MBL. “O comportamento do presidente bateu de frente com a ciência, com o SUS e com a vida. Aí ficou impossível, porque nenhum de nós podia sair das nossas prerrogativas. Ele resolveu substituir o ministro, não o Mandetta. Ele exonerou foi a ciência”, disse Mandetta.

 

  1. Distanciamento republicano.

Em carta enviada neste domingo, 26, ao presidente Jair Bolsonaro, a Associação dos Delegados de Polícia Federal, a ADPF, pede que o presidente mantenha um ‘distanciamento republicano’ da PF. O objetivo do pedido seria evitar que os atos de Bolsonaro sejam vistos como uma ‘intervenção política’. Para os delegados, no momento, há uma ‘crise de confiança’ com o governo federal. A associação pede ainda apoio de Bolsonaro para aprovar uma antiga reivindicação dos delegados: a autonomia da PF.

 

  1. “Em cima do muro” ele não quer.

O presidente Jair Bolsonaro e ministros do Palácio do Planalto demonstram resistência em apoiar a possível candidatura do deputado Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, à sucessão de Rodrigo Maia no comando da Câmara em fevereiro de 2021. Segundo aliados de Bolsonaro, o presidente vê Pereira como alguém “em cima do muro”. Ou seja, um deputado com o qual o governo não sabe se poderá contar, caso vença a disputa pela presidência da Câmara.

(revista Crusoé)

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