Não se mexe com ele impunemente, tal o legado de obras que tem no combate à corrupção, ao crime organizado, à politicagem que aparelhou o Estado brasileiro por muitos anos. Assim, sua saída do Ministério da Justiça, na minha opinião, não comporta outro olhar, a despeito de “explicações que venham por aí”. O fato claro é que o ex-juiz não quis mesmo compartilhar da chamada “velha política”. A política dos conchavos e da defesa de estranhos interesses familiares em detrimento de instituições como a Polícia Federal, à qual tanto devemos.
Não sei se Moro tem algum projeto eleitoral pela frente. O que posso assegurar, com a autoridade de quem muito entende da linguagem e dos anseios do povo, é que ele tem uma plateia nacional incomensurável. E, mais que isso, uma biografia – goste-se ou não dele – acima de qualquer suspeita.