
Não é implicância, mas puro desabafo de um dos detentores de cargo comissionados na Prefeitura, R.B., que mais de perto observou a movimentação do prefeito Rafael Waldomiro e staff quando ele se preparava para as férias romanas:
“Ele fez de tudo, contatou fotógrafo, queria aparecer ao lado do Papa Francisco. A frustração não foi maior – o Papa não teve tempo para ele – porque o alcaide compensou-se com novos olhares na Capela Sistina e deambulações por áreas do Vaticano abertas a todos os simples cristãos”.
Simples mortais, categoria que não é a do alcaide.
ESCUTA E ENXERGA TUDO

Atento a tudo o que ocorre na Prefeitura – e impressionando pela forma como “o Rei Sol” é paparicado por homens e mulheres que lhe prestam vassalagem, saiu-se com esta, em bilhete R.B. que manda à coluna/blog, não sem antes observar:
“O arcebispo de Curitiba não se empenhou para a aproximação do alcaide com Francisco. Possivelmente prevendo quanto o prefeito tiraria partido de uma foto ao lado de uma personalidade mais acatadas no mundo. Seria uma peça de campanha eleitoral valiosa”.
TEM BOA MEMÓRIA
– A Igreja Católica tem memória, é sábia. Não esqueceu, por exemplo, todas as dificuldades que o alcaide impôs aos Maristas para liberar alvará para a nova sede do Colégio Anjo da Guarda, um educandário muito caro à alma curitibana. Isso embora, nos dias seguintes, Rafael Waldomiro tenha corrido, feito um moleque esfaimado, para entregar à Igreja Universal, do bispo Macedo, o alvará para o novo templo.
O templo, observe-se, é uma milionária construção na Rua João Negrão que só foi possível porque destruiu-se uma das joias arquitetônicas do início do Século 20, a antiga e histórica sede da Matte Leão.
O imóvel não estava tombado, a Universal marcou um tento imobiliário.

