domingo, 5 julho, 2026
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Doze empresas de ‘TI’ ameaçam deixar Curitiba

Pelo menos doze empresas de T.I. (Tecnologia da Informação) estudam sair de Curitiba caso não haja redução na alíquota de 5% do Imposto Sobre os Serviços (ISS) cobrado pela Prefeitura. A decisão foi anunciada pela Assespro-Paraná, entidade sem fins lucrativos que representa o setor de tecnologia e inovação no Estado, em reunião com a coordenação de projetos da Secretaria Municipal de Finanças.

 

Adriano Krzyuy, presidente da Assespropr

Nesta segunda-feira, 8, a coluna/blog ouviu do presidente da Assespropr, o bacharel em Computação e empresário Adriano Krzyuy, 43, que “a situação é preocupante”. Segundo avaliou, as 12 empresas de TI que estariam a caminho de deixar Curitiba faturam “pelo menos R$ 80 milhões/mês no total”.

O número de empresas associadas a Assespropr é de 200, em Curitiba.

Adriano confia que a Prefeitura de Curitiba apresentará estudos solicitados pela Assespro, “no máximo em 30 dias”.

Essas empresas de TI têm suas sedes basicamente na área central de Curitiba.

MUITA DIFICULDADE

Já para o vice-presidente de Comunicação e Marketing da entidade e advogado tributarista, Lucas Ribeiro, a alta tributação “dificulta novos investimentos e afeta a competitividade das empresas em nível nacional e internacional.”

Com a eventual mudança, Curitiba perderia cerca de R$ 1 bilhão do faturamento dessas empresas, avaliou.

JOINVILLE, FLORIANÓPOLIS

“Temos em Curitiba empresas que são referência no Brasil e no Mundo. Seria uma perda muito grande se elas mudassem para outras cidades mais atrativas com relação aos impostos, como Joinville, Recife, Florianópolis ou Brasília, que têm 2% de alíquota para a área de TI.

Paulo Roberto Coimbra de Manuel: “queremos ajudar”

Esta última concentra hoje mais empresas de tecnologia do que Curitiba”, explicou Ribeiro.

“QUEREMOS AJUDAR”

“Estamos dispostos a ajudar o município a atrair novas empresas de tecnologia, inclusive trabalhamos fortemente no incentivo à formação de profissionais da área que ainda são poucos para a alta demanda do mercado. Isso com a oferta de cursos técnicos por meio de parcerias.

Contudo, é preciso mais para disputar de forma igualitária com cidades hoje mais interessantes para os empresários da área”, afirmou Paulo Roberto Coimbra de Manuel, vice-presidente de Articulação Política da Assespro-PR.

AS PRESENÇAS

Estiveram presentes na reunião Mario Nakatani Junior, da Coordenadoria de Projetos da Informação da Prefeitura de Curitiba; Miriam Feueuharmel, auditora fiscal do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI); Paulo Roberto Coimbra de Manuel, vice-presidente de Articulação Política da Assespro-PR e sócio da SIGMA; Rodrigo Curi Gallego, vice-presidente de Qualidade, Planejamento e Controle da Assespro-PR e sócio da QLA; Lucas Ribeiro, vice-presidente de Comunicação e Marketing da Assespro-PR e sócio da ROIT Innovation; Paulo Raymundi CEO da Gestran e Rui Suzuki, proprietário da CentralServer, ambos da Diretoria da Subsecção de Curitiba e Região Metropolitana da Assespro-PR.

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