domingo, 5 julho, 2026
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59% dos cigarros vendidos no PR são ilegais

Edson Vismona, contra pirataria (Flavio Santana/Divulgação)
Edson Vismona, contra pirataria (Flavio Santana/Divulgação)

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2018, cerca de 59% dos cigarros vendidos no Paraná são ilegais, o que equivale cerca de R$ 292 milhões que os cofres públicos deixaram de arrecadar em ICMS, atingindo níveis alarmantes de evasão de impostos. No Paraná, quase mil e quinhentos varejos do estado serão impactados pela campanha.

De 2015 à 2018, o mercado ilegal de cigarro cresceu 10% em volume no Paraná, chegando a 4 bilhões de unidades. Ainda de acordo com a pesquisa, 70% do aumento do mercado ilegal destes produtos, entre 2014 e 2017 se concentra nos seguintes municípios: Curitiba, Paranaguá, Londrina, São José dos Pinhais, Maringá, Pinhais, Colombo, Araucária, Guarapuava e Cascavel.

Sem pretender dar lições moralistas, mas de bom senso, isto sim, registro: tabaco, legal e ilegal, é pena de morte, câncer a médio e a longo prazos.

CAMPANHA ATINGE BARES

Com o objetivo de combater o avanço do mercado ilegal e do contrabando, de cigarros, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) se uniram na criação de uma campanha de conscientização voltada para donos de bares, restaurantes e mercados.

ILEGAL BATE RECORDE

Em 2018, a venda de cigarros ilegais no País cresceu e bateu um novo recorde, sendo que 54% de todos os cigarros vendidos são contrabandeados de acordo com dados do Ibope. Um dos principais motivos para o aumento de vendas é o valor praticado abaixo do mínimo estabelecido por Lei de R$ 5,00. Quem for flagrado vendendo cigarros abaixo desse valor pode sofrer consequências graves como a prisão do responsável pelo estabelecimento por até cinco anos.

ATÉ FINAL DE MARÇO

A campanha tem início na semana do Carnaval, período aquecido para o comércio, e se estende até o final de março. A primeira onda acontece nas redes sociais e portais de ambas as entidades, seguida do envio de folders informativos para cerca de 96 mil donos de bares, restaurantes e mercados em 16 estados: RJ, SP, ES, PR, RS, SC, BA, MG, AL, CE, MA, PE, PI, RN, SE, PB.

CRIME ORGANIZADO

Para Edson Vismona, presidente do FNCP, a campanha também traz uma mensagem sobre os impactos que o mercado ilegal pode ter na segurança pública: “O cigarro ilegal dá lucro para o crime organizado, que gera violência e pode atingir os próprios comerciantes. O contrabando é dominado por quadrilhas de criminosos, e o cigarro é uma de suas maiores fontes de financiamento”.

Cartaz sobre a campanha
Cartaz sobre a campanha
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