O tema está n ordem do dia: o Estado leigo é respeitado no Brasil?

Para o jornalista Diego Antonelli, em sua colaboração de estreia ao blog Plural, tivemos com Caetano Munhoz da Rocha um exemplo de como a fé religiosa de um mandatário foi capaz de desprezar determinações constitucionais.
Veja: https://www.plural.jor.br/quando-o-parana-esqueceu-que-o-estado-era-laico/.
FERVOROSO CATÓLICO
Católico fervoroso, Caetano Munhoz da Rocha transformou o governo paranaense em uma extensão de seus interesses particulares, sobretudo os que iam ao encontro da Igreja Católica no estado.
Natural de Antonina, ele comandou o Paraná por oito anos seguidos, de 1920 a 1928, e não cansou de nomear para cargos oficiais de seu governo e também como professores diversos padres ou fanáticos religiosos como ele. O episódio mais grave, porém, estaria por vir.
EDUCAÇÃO PERDEU
Durante o início de seu segundo governo, no ano de 1925, Caetano (espécie de FHC dos anos 1920, já que ele mesmo havia criado a possibilidade de sua reeleição) retirou do orçamento destinado à educação verbas para a construção de igrejas e dioceses no Paraná.
PERSEGUIÇÕES
Intelectuais que questionaram a atitude foram perseguidos e presos. Era o governo paranaense esquecendo que, já naquela época, o Estado era laico.
INFLUÊNCIA DA LEC
A propósito, lembro que o diretor do Museu Paranaense, professor Renato Augusto Carneiro Junior, é autor de um livro importantíssimo sobre a presença da Igreja, no Paraná, em eleições, em que destaca particularmente a influência que teve a Liga Eleitoral Católica. Foi muito forte na eleição de Ney Braga a prefeito de Curitiba.
“Religião e Política: a influência da LEC nas eleições”, de Carneiro Junior, é livro essencial para se entender um dos capítulos expressivos do Paraná do século 20.
