
Dona Luiza Grein do Nascimento, 95, cuja morte registrei ontem, foi muito mais do que uma mulher de “aplomb” e boa formação acadêmica.
Maria Luiza (Maí) Nascimento Mendonça, jornalista, sua filha, me relatava – entre expressões de dor pela perda da mãe, no Cemitério Iguaçu -, que ela era especialmente uma mulher decidida.
Muito decidida e definida, isso desde a mocidade.
E contou-me um exemplo da ousadia de dona Luiza: noiva por mais ou menos uns dez anos de Ney Regattieri do Nascimento, com quem depois casaria, ela um dia cansou de esperar pelo ‘prometido” que, para protelar o casamento, alegava estar fazendo economias, trabalhando em área administrativa na Rodovia do Cerne. E que casaria depois de “ter condições financeiras”.
CARTA, EM MÃOS
A guapa Luiza, dona de um português impecável, formada em Neolatinas, um dia, cansada da espera, resolveu escrever uma carta ao governador de então, expondo seu drama e pedindo-lhe que liberasse o noivo para trabalhar em Curitiba.
Ela levou pessoalmente a carta a Lupion. (1945 a 1951).
Dois dias depois, o governador determinou a transferência de Ney para Curitiba, permitindo que ele terminasse o Curso de Medicina na UFPR, depois de ter casado com Luiza.
