quinta-feira, 2 julho, 2026
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Consciência negra: Um dia para reflexão

Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares

Nesta terça-feira, 20 de novembro, celebra-se no país o Dia da Consciência Negra. A data lembra a data da morte de Zumbi dos Palmares (1655-1695), último grande líder do Quilombo de Palmares. Sucedeu o tio Ganga Zumba, herdeiro de um povo com grandes guerreiros. Lutou pelo fim da escravidão colonial no Brasil e pela liberdade de culto e religião. O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra foi instituído pela Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, sem obrigatoriedade de que seja feriado. A data não é celebrada em Curitiba e no Paraná, mas é feriado estadual no Rio de Janeiro, Mato Grosso, Alagoas, Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul.

LAVAÇÃO EM CURITIBA

No último domingo (18), em Curitiba, a data foi lembrada pelas comunidades negras com a lavação das escadarias da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no Setor Histórico de Curitiba – um ato em defesa da igualdade racial e que exige reflexão por parte de todos.

EDUCAÇÃO ESMERADA

“Zumbi”, nome adotado pelo herói negro, tem origem na língua africana quimbunda. Alude a seres espirituais, como fantasmas e duendes. Nasceu na região da Serra da Barriga, então Capitania de Pernambuco – o atual município de União dos Palmares, em Alagoas. Aos 6 anos, aprisionado pela expedição de Brás Cardoso, foi entregue aos cuidados do padre Antônio Melo, com quem, até os 10 anos, aprendeu português e latim. Aos 15, fugiu e voltou ao Quilombo dos Palmares.

LIDERANÇA

Aos 20 anos assume a liderança do quilombo, que defende do ataque das tropas lusas. Cinco anos depois desafia o tio, e em 1680 assume o comando de Palmares. Desafia e enfrenta o governo colonial, que, em 1694 contrata os bandeirantes Domingos Jorge Velho e Bernardo de Melo para destruir a Cerca do Macaco capital de Palmares, mas Zumbi, ferido, foge.

Em 20 de novembro de 1695, enfim, aos 40 anos, delatado, é morto pelo capitão Furtado de Mendonça. Cortada e salgada, a cabeça de Zumbi foi levada ao governador Melo e Castro, na Capitania pernambucana, e exposta em praça pública de modo a acabar com o mito da imortalidade de Zumbi dos Palmares.

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