quarta-feira, 1 julho, 2026
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Rogério Mendonça, a forte ligação do Sul com Bolsonaro

Peninha, deputado federal Rogério Mendonça, por Santa Catarina
Peninha, deputado federal Rogério Mendonça, por Santa Catarina

Mais conhecido como Peninha do que por seu nome civil, Rogério (Tridapalli) Mendonça, aos 63, pode contabilizar uma exitosa carreira política em Santa Catarina, onde foi deputado estadual por três mandatos e agora chega ao terceiro de deputado federal. Sempre pelo PMDB (hoje MDB).

É um parlamentar consolidado em SC que, agora, contempla ‘com satisfação’ a escolha do amigo dileto Jair Bolsonaro para presidente da República:

– Eu introduzi Bolsonaro em Santa Catarina; por quatro vezes o trouxe ao Estado. Ele circulou comigo por diversas cidades e passou uns dias, com a esposa, em Camboriú, diz à coluna o parlamentar que em Curitiba tem, entre outros familiares, o escritor, cartunista e jornalista Dante (Tridapalli) Mendonça, seu irmão mais velho.

PELAS ARMAS

O vigoroso trabalho que Rogério desenvolve desde sempre em favor da revogação do Estatuto do Desarmamento, ligou-o a Jair Bolsonaro e a seus filhos. Participou, ao lado do presidente eleito de ações como debates públicos pelo país e em Brasília sobre o tema.

É autor de projeto de lei que advoga o fim do Estatuto, o PL37 22, de 2012:

– Ontem (segunda-feira) Jair Bolsonaro me telefonou, pedindo que desacelerasse a votação do projeto de lei. Se o projeto fosse à votação agora, corríamos o risco de perder; isso não acontecerá em 2019, quando a Câmara terá uma maioria conservadora e a favor da derrocada do Estatuto, me explica Rogério Peninha Mendonça.

CLUBES DE CAÇA

Rogério, engenheiro agrônomo formado pela reputada escola de Pelotas, RS, recebeu naquela cidade o apelido de Peninha (referência a personagem da Disney), por ser então muito magro. “Um fiapo de gente”, garante Dante Mendonça.

O deputado com Jair Bolsonaro
O deputado com Jair Bolsonaro

A liderança de Rogério em SC fez-se a partir da antiga Acaresc, a organização estatal de extensão rural, em cujo trabalho como agrônomo se projetou politicamente: foi eleito, a partir dos 1980, vice prefeito e depois prefeito de Ituporanga, no Vale do Itajaí.; e em seguida, recebeu os sucessivos mandatos parlamentares.

O HOMEM DO CAMPO

Cedo Peninha sensibilizou-se para questão armamento, que considera ser essencial na vida do homem do campo, “pois o agricultor vive distante da segurança pública e à mercê de roubos frequentes”.

Tanto como esse aspecto, o endosso do deputado à campanha contra o Estatuto do Desarmamento também responde a um forte apelo dos moradores do Vale do Itajaí: a região reúne o maior número de clubes de caça e tiro no país. E pede o direito de ter suas armas.

A ONDA PSL

Na eleição de 2014, Rogério Peninha Mendonça teve 137 mil votos para a Câmara dos Deputados; na última, de outubro, não passou de 70 mil votos.

Ele explica a queda:

– Foi a onda Bolsonaro, a onda 17, do PSL. Ela foi uma avalanche que fez SC garantir o maior percentual de votos ao novo presidente…

Forte quadro do PMDB (MDB), Rogério lamenta que seu partido tenha reduzido sua representação federal a 3 deputados. Mas compreende muito bem a “onda Bolsonaro” como expressão de enorme e justa insatisfação popular com as velhas fórmulas de fazer política.

O irmão Dante, jornalista, escritor e cartunista
O irmão Dante, jornalista, escritor e cartunista

POLÍTICA NO LAR

Político que se criou num lar em que a matriarca – dona Cremilda – era vereador e foi presidente da Câmara de Nova Trento, SC, Rogério nunca se escondeu como defensor de primeira hora da candidatura Bolsonaro.

Também garante que nunca teve dificuldades com o seu PMDB pela posição em favor do capitão, “afinal, no Nordeste, o PMD não apoiou Haddad?”

NB: O Peninha é parte do nome oficial do deputado na Câmara dos Deputados.

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