quarta-feira, 1 julho, 2026
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Ciclistas e motociclistas, um risco nas canaletas

96-ciclista da canaletaTodos os dias, segundo dados do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Paraná, dezenas de motociclistas sofrem acidentes que resultam não só em internamentos caros, como também em tratamentos extremamente custosos que incluem amputações e, em último caso, a própria morte. As ocorrências são devidamente anotadas em boletins próprios. O que, de outro lado, não acontece com ciclistas, que, também, diariamente, estão sujeitos a acidentes.

COLADOS

Em especial os menos responsáveis, que circulam livremente pelas canaletas do sistema de transporte, e que chegam ao cúmulo de “colarem” na parte traseira dos ônibus expressos, sem serem vistos pelos motoristas dos coletivos. É onde não alcança o ângulo dos espelhos retrovisores. Em caso de frenagens bruscas, esses infratores do Código do Trânsito Brasileiro sofrem quedas ou até são atropelados, mas as autoridades de trânsito pouco podem fazer.

Mesmo as campanhas de conscientização pouco contribuem para mudar o quadro. Nos anos 1990, quando circularam os primeiros ônibus Ligeirinhos em Curitiba e “colar” na traseira já era hábito, a título de sugestão da Prefeitura, as encarroçadoras trataram de eliminar vincos e frestas da carroceria, na parte traseira, eliminando os ângulos e deixando a traseira arredondada, impossibilitando a fixação das mãos dos ciclistas nesses pontos.

NOVAS CARROCERIAS

Vinte anos depois, apesar de as curvas predominarem no design das novas carrocerias, existem pontos de apoio, e outra vez a impunidade reina nas canaletas. A nem tão nova ideia de as bicicletas voltarem a ser emplacadas – como ocorria no país até a década de 1960 – pode ser uma solução para as autoridades de trânsito, para que abusos como esses sejam punidos. A placa identifica o proprietário da bicicleta e agiliza a expedição da respectiva multa, se necessário. Essa medida coibiria não só a carona de ciclistas que se agarram aos ônibus, como também o roubo.

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