domingo, 28 junho, 2026
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Fani e Jaime Lerner na visita do papa João Paulo II a Curitiba, em 1980
Fani e Jaime Lerner na visita do papa João Paulo II a Curitiba, em 1980

Ao longo dos anos, as informações do Governo Federal – e o programa A Voz do Brasil – eram distribuídos pela Agência Nacional, órgão do Ministério da Justiça. Em Curitiba, a Agência esteve por muitos anos sob a direção de conhecidos profissionais jornalistas, como Ubaldo Siqueira, que aqui representava a Folha de Londrina.

Depois, com os governos militares, as atribuições da Agência Nacional passaram a ser cumpridas por sua sucessora, a Empresa Brasileira de Notícias (EBN), igualmente vinculada ao MJ. O primeiro presidente da EBN foi o jornalista gaúcho Marco Antonio Kraemer, de Porto Alegre.

VISITA DE JOÃO PAULO

Em junho de 1980, coube-me e à jornalista Lúcia Nórcio cobrir a visita do Papa João Paulo II a Curitiba. A EBN também ofereceu apoio técnico para a transmissão do evento a rádios de todo o Brasil.

No período em que passei pela EBN, como seu gerente, em Curitiba, trabalhei com profissionais como Heli (Ellis) Arruda, Lúcia Nórcio, Mônica Santana, Leonardo Henrique dos Santos, e técnicos em radiodifusão como Airton Kraismann e Alceu Abreu, além de Juarez Petterle (administrador). Nossas obrigações consistiam basicamente na elaboração diária de um clipping da mídia impressa, que teria de estar às 6 horas em Brasília, remetido por um fax improvisado e/ou telex.

DE MADRUGADA

Esse trabalho de ir de madrugada às oficinas dos jornais (eram muitos) em busca de exemplares para o clipping, foi tarefa de que se desincumbiu Lúcia Nórcio. Teve nota dez nesse item. Exímia redatora, a jornalista Nórcio logo se fez conhecida em Brasília, pela correção e rapidez com que o Paraná era lido no Planalto. Ela, dona de voz marcante, também enviava boletins de voz para os programas da EBN.

DEPOIS, A EBC

Mais tarde, no Governo Lula, a EBN deu lugar à EBC, Empresa Brasileira de Comunicação.

Nos dias da EBN e Agência nacional, uma equipe técnica, especialista em radiodifusão, em Curitiba, garantia o acompanhamento de “A Voz do Brasil”, analisando como eram acatadas as emissões do programa a pelas emissoras. O trabalho tinha alguma ligação com o mesmo controle que fazia a Regional de Curitiba no Departamento Nacional de Telecomunicação (DENTEL).

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