
A “Veja” teve acesso à ala restrita do prédio onde Lula está preso em Curitiba e revela os detalhes da rotina do ex-presidente na cela no terraço do 4º da superintendência da Polícia Federal. Antes de se entregar às autoridades, o ex-presidente exigiu quer imagens dele na detenção fossem proibidas. A Justiça aceitou. Agora, agentes da Polícia Federal devem seguir um ritual de preparação do banho de sol a que o petista tem direito diariamente. Se drones forem detectados, por exemplo, a ordem é abatê-los a tiros. “Para evitar surpresas, a Polícia Federal mantêm informantes a postos nos aeroclubes de Curitiba. Não é proibido sobrevoar o prédio, mas, ao menor sinal de aproximação de aeronaves, o ex-presidente é recolhido para dentro da sala onde está preso”, diz a reportagem. Lula não pode ser visto. A PF está providenciando a instalação de um toldo na área de banho de sol no topo do edifício para dificultar ainda mais o registro de imagens.
Na semana passada, um procurador do estado do Paraná afirmou, à esta coluna, ter informações balizadas de que Lula pode ser libertado ainda essa semana e cumprir a pena em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, em uma residência na capital paulista. A intenção é preservá-lo de ameaças, provocar o desmonte do aparato de manifestantes e policiais no entorno do prédio, reduzir os custos com sua prisão e evitar que seja fotografado ou filmado dentro das dependências da PF.

