
O juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Anderson Furlan, fará a palestra “Política e mentira: ética, corrupção e o futuro da democracia”, no próximo dia 7 de maio (segunda-feira), às 18h30, no Bourbon Curitiba Convention Hotel, em Curitiba, a convite do Instituto Democracia e Liberdade (IDL).
MORAL PÚBLICA
Considerado um dos mais importantes defensores dos princípios liberais de ética e moralidade pública, Furlan é doutor em Ciências Jurídico-Econômicas pela Faculdade de Direito de Lisboa (Portugal) e professor da Escola da Magistratura Federal. Também foi um dos signatários do Projeto de Lei de Transparência aprovado pela Assembléia Legislativa e que tornou o Paraná pioneiro no combate à corrupção.
VAGAS LIMITADAS
Furlan presidiu a APAJUFE – Associação Paranaense dos Juízes Federais, além de ser o autor de livros sobre direito ambiental e planejamento fiscal, bem como de artigos publicados no Brasil e no exterior. As vagas são limitadas e podem ser confirmadas pelo telefone (41) 3022-0232.
ÉTICA, CORRUPÇÃO E DEMOCRACIA (2)
Desde meus primeiros contatos com o juiz Anderson Furlan, passei a admirá-lo. Foi quando dele me aproximei, em 2016, para escrever seu perfil biográfico para meu livro Vozes o Paraná. Descobri, a partir dali, preciosas facetas do juiz servindo em Maringá. Lá se notabilizara pelo combate sistemático a crimes fiscais e combate a toda sorte de corrupção.
Foi um dos líderes do movimento nacional pró-instalação do Tribunal Regional Federal em Curitiba, proposta que acabou vetada pelo então presidente do STF, Joaquim Barbosa.
VEGETARIANO TOTAL
De nossos muitos diálogos para a composição do “retrato” de Furlan, acabei descobrindo pelo menos dois ângulos muito fortes da sua personalidade: cristão católico praticante, ele associava, naqueles dias (e acho que assim se mantém) sua crença na mensagem de Jesus a um total distanciamento de dietas alimentares que levem carne. Para ele era impossível conciliar o Evangelho com a matança de animais. “Eles têm direito à vida”, explicou-me.
“GALINHA FELIZ”
Não conseguiu captar, na ocasião, se esse comportamento do juiz estava avançando para o dos veganos. Esses, por exemplo, só admitem ovos se forem de “galinha feliz”: Ovos de galinha “galada”, as que têm galo.
Essa linha vegetariana de Furlan cresce em certos setores teológicos católicos. Frei Susin, capuchinhos, de Porto Alegre, é um dos pregoeiros dessa posição teológica de absoluta não tolerância com o abate de animais. São os chamados “especistas”.
Hoje, se tiver oportunidade, vou recomendar ao juiz Furlan a leitura do livro “A Vida dos Outros”, um brado em defesa da vida dos animais, grito de guerra ao abate dos bichos para alimentar o ser humano.
