
O PR vai de Ratinho Junior na eleição de outubro. E, em contrapartida a sigla oferece o nome da deputada Christiane Yared como candidata ao Senado.
Num tempo de justa valorização da mulher, com uma mulher sendo governadora até lá (Cida Borghetti), não é estranhável a indicação. Para alguns, pode ser considerada até “muito apropriada”, conforme assinalou ontem alguém do staff de Ratinho Junior.
TAMBÉM PASTORA
De qualquer forma, Christiane, pastora de uma igreja evangélica neopentecostal fundada por seu pai, o juiz aposentado Altair de Souza (in memoriam), não teve um mandato marcado por projetos de muita visibilidade.
Passou até agora – como boa parte de nossos deputados federais paranaenses – mais ou menos em brancas nuvens.
TEMA SEGURANÇA
A exceção tem sido, na biografia de Christiane, sua dedicação aos temas relacionados à segurança no trânsito nas estradas e nas cidades.
Isso remete ao motivo que a levou à vida pública: a morte de seu filho, e um amigo dele, em acidente de trânsito que redundou em condenação do ex-deputado estadual Ribas Carli.
Carli foi considerado culpado pelo acidente.
A grande bandeira de Christiane tem sido sua “inimizade dedicada” a Beto Richa, a quem elegeu como inimigo número um de sua vida política.
QUESTIONAMENTOS
No arsenal de questionamentos que marquetólogos preparam contra eventual candidatura de Yared (que já vinha sendo aventada há tempos) estariam petardos sobre “a realidade do profundo distanciamento de Cristiana e do filho, iniciado anos antes da tragédia do acidente”.
Motivos religiosos dogmáticos, rejeitados pelo filho, seriam a causa do distanciamento que haveria entre mãe e filho. Tudo no condicional e com base em depoimentos de amigos da vítima.
