
Fernando Scheller, hoje um dos mais visíveis e bons repórteres do Estadão, curitibano que se iniciou no jornalismo conosco, nos 1990, na redação do Indústria & Comércio, quando ainda estudava jornalismo na UFPR, abordou na edição deste 26 daquele jornalão o livro “Jingle é a Alma do Negócio”. Uma preciosidade.
CINCO MIL EXEMPLARES
O assunto é fascinante, interessa a amplo universo de comunicadores, especialmente publicitários. A matéria centra-se na enorme coleção de jingles que o publicitário paranaense Fábio Barbosa Dias foi acumulando ao longo de 20 anos.
Fábio tem pelo menos cinco mil jingles, coletados a partir de fitas depois digitalizadas.
CANTANDO AO VIVO
Há histórias preciosas registradas por Scheller, como os tempos em que os jingles eram cantados ao vivo por astros do rádio, como Noel Rosa, Silvio Caldas e Carmen Miranda.
Entre as muitas revelações está a de que a RGE, que depois se tornaria gravadora e casa de artistas notáveis, como Elis Regina, só se dedicava aos jingles, no começo de sua trajetória.
FOI UMA ERA DE OURO
A era de ouro dos jingles durou até o começo dos 1990. Hoje, segundo Fábio Dias, vive-se um período de quase morte desses musicais destinados a vender pelo rádio. O fato estaria associado à queda da qualidade – e propagação – da música popular, pois os jingles sempre estiveram associados ao que acontecia na música.
JINGLES HOJE SUMIRAM
Eficientes e baratos, os jingles praticamente sumiram. Uma das causas estaria no fato de as marcas quererem “fazer discurso no rádio”, opina o publicitário da Dentsu do Brasil, Mário D’Andrea, presidente da Associação Brasileira de Publicidade (ABAP).
