
Parece um contrassenso. Em uma época em que a demanda por notícias parece crescer em escala geométrica, a profissão de jornalista amarga uma crise que a coloca no alto das piores profissões do mundo. Ó vida.
TOP TEN DAS PIORES
É cômico. Todos os anos, o site norte-americano Career Cast (http://www.careercast.com/) faz uma pesquisa para avaliar quais são as carreiras mais e menos promissoras nos Estados Unidos. Adivinhe quem é a Top Ten das menos promissoras? Um doce para quem respondeu jornalismo. Seguido de profissões como lenhador, militar e cozinheiro. Ó vida de novo.
ANÁLISE
Aqui no Brasil, o portal Adzuma (https://www.adzuna.com.br/) analisou duas mil profissões e, desta vez, o jornalismo ocupou o quarto lugar. Parece um ufa? Nem tanto.
Ficamos atrás dos motoristas de ônibus, dos entregadores e dos ajudantes de cozinha. Ó vida outra vez.
DE VIDAS SECAS PARA VIDAS VIRTUAIS
A explicação dos especialistas é a de que os jornais estão migrando para a internet. Mas resolveram deixar os produtores de notícia para trás. Há um outro dado importante. Produzir informações ficou mais ‘fácil e econômico’. Basta um telefone, uma mídia social, um canal de notícias 24 horas e o site do concorrente. É a mais pura verdade. Por isso as notícias exclusivas estão por um fio de tornarem-se mito ou lenda urbana.
O amadorismo na produção e interpretação da notícia está na identificação das “fake news”: cada um produz, sem responsabilidade com ninguém, qualquer tipo de “notícia” e a joga pelo ventilador.
Por isso, foi minhas as preocupações do professor Carlos Alberto Di Franco, de que cada vez mais o jornalismo profissional é que conta na hora da correta informação.
O LADO DO CONTRATANTE
Quem é do tempo do computador jurássico e do bloco de notas, se sente desamparado. Mas a pior dor é mesmo a do desemprego. O jeito é virar assessor de imprensa, essa distorção do jornalismo em que, diferente das regras básicas da profissão, é preciso ter um lado. O lado do contratante. Ó vida.

