
Começou nova onda do politicamente correto, nascida, como as demais, nos Estados Unidos. Tende, como as anteriores, em transformar-se suas “novidades” em absurdos maiores do que aqueles que pretende combater.
Está nos jornais a “nova realidade”, agora chamada “micro agressão”.
Exemplo: se você admoestar o filhinho choramingas com a frase tipo “está chorando feito uma mulherzinha”, poderá ser penalizado.
Especialmente se uma mulher estiver por perto.
O mesmo acontece, se a madame, por acaso, inadvertidamente, segurar mais firme sua bolsa, em situações em que tem de partilhar espaços (como elevador) com um negro. Ou melhor: um afrodescendente. Isso seria micro agressão.

“Será que será micro agressão quando evito passar defronte a um “mocó” de moradores de rua?”, pergunta-me a leitora MPSD.
O mundo dos absurdos “modernos” tem competentes sociólogos a examiná-los, sob a ótica do bom senso. Um deles, Bradley Campbell.
Brincadeiras e piadas sobre etnias e sexualidade – que fizeram muitos humoristas brasileiros e norte-americanos milionários ao longo do século 20 – nem sonhando.
