
O presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, Hélio Gomes Coelho Júnior, tem uma opinião acerca da senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT): mesmo com toda a polêmica (e estardalhaço) que a cerca, ela dificilmente ficará sem mandato ao fim de 2018. Para Coelho Júnior, há uma parcela da esquerda paranaense – os tradicionais 5% – que votarão na petista “duela a quien duela”. Claro, que ela não terá votos para permanecer no Senado, mas tem eleitores suficientes para garantir uma confortável cadeira na Câmara dos Deputados.
DEIXA QUE EU CHUTO
O presidente do IAP acha que, muito do discurso da atual presidente nacional do PT, tem esse jeitão deixa que eu chuto do radicalismo justamente porque sabe que, agindo assim, ela garante a preferência de parcela do eleitorado afeita ao FlaxFlu diário das redes sociais.
BONÉ SINDICAL
Gleisi, que gozava de um certo perfil “Barbie Petista” no início de seu mandato, agora parece ter abandonado o colar de pérolas e a bolsa Louis Vuitton em benefício do boné sindical e da camiseta extra G com a estampa de Lula.
O VENTILADOR DA HISTÓRIA
Para Coelho Júnior, advogado que transita com desenvoltura entre a esquerda e a direita, mas prefere seguir em frente, será preciso que a roda da história gire na velocidade de um ventilador antes que Gleisi, que já foi queridinha das entidades patronais, volte a disputar um cargo majoritário no Paraná.
NADA É PARA SEMPRE
Sua simpatia à causa bolivariana e os discursos inconsequentes em praça pública enterraram de vez qualquer pretensão da petista de conquistar o irascível e temperamental eleitorado curitibano que, por algum tempo, deixou-se seduzir. Mas nada é para sempre.

ESPERTINHO
Gleisi afina-se com o realejo que Roberto Requião fez tocar por longo tempo, mas sem a esperteza do emedebista em adotar o estilo “low profile” quando o mandato político ameaça escapar-lhe pelas mãos.
MEDO DA PRISÃO
Enquanto Gleisi navega em águas turbulentas, seu marido, Paulo Bernardo “sumido” da Silva, parece ter adernado para nunca mais. Os amigos próximos, e eles podem ser contados na mão esquerda de Lula, dizem que ele vive com medo de que, sem mandato e sem documento, um dia a Polícia Federal bata à sua porta.
DE PASSAGEM
Pode parecer estranho, mas é verdade: Requião e Paulo Bernardo nunca se bicaram. Os dois se processaram, na justiça, alegando terem sidos difamados, um pelo outro.
Como vão os processos? Ou agora reina a paz dos cemitérios, diante da “luta comum” em favor de Lula?
