
Esquecido como um totó na mudança, o senador Roberto Requião, do PMDB paranaense, resolveu mandar um aceno nas redes sociais. Diz que é candidato ao governo do Paraná, ainda que ele mesmo não acredite.
MOLHO ELEITORAL
Serve para inflamar os comitês eleitorais, ora em construção, e dar algum molho à insossa pauta dos jornais em tempos de recesso.
PLAYGROUND
Para não perder as contas. Requião foi candidato ao governo em 1990, 1998, 2002, 2006 e em 2014. Venceu em três, perdeu em duas e só não disputou em 1994 e em 2010 porque a legislação não permitia.
Candidatar-se, portanto, é uma espécie de diversão infantil para Requião. Um playground.
À MÍNGUA E À SORTE
Em todas as ocasiões, salvo uma, em que enfrentou a peleja eleitoral, Requião foi resguardado pelo longevo mandato de oito anos que o Senado lhe garantia. A exceção se deu em 2006 quando disputou a reeleição ao governo. Ou seja, arriscou-se mas não a ponto de ficar à míngua e à sorte dos comuns: os sem foro privilegiado.
CRENTE EM DUENDES
Agora a história é outra e é nessa hora que Requião tende a não perfilar-se ao lado daqueles eleitores fiéis que acreditam piamente que existam duendes na floresta. Requião é ortodoxo, tal qual uma caixa de Maizena, e sabe que há um volume de processos engavetados esperando que ele aponte sua cabeça, hoje de cabelos brancos.
MINISTRO AGORA E DEPOIS
Esta coluna não é política. Por essa razão fica à vontade para descrer dos crentes que apontam também uma candidatura do ministro Ricardo Barros (Saúde) ao governo. Ora, a ortodoxia jamais lhe permitiria deixar Brasília para tomar para si uma candidatura que já vestiu bem sua mulher, a vice-governadora Cida Borghetti. Ainda mais, Barros deve buscar mesmo uma vaga na Câmara Federal, onde se sente confortável e de onde, dependendo do novo presidente eleito, pode seguir para outra nomeação no ministério. Ninguém nega que, apesar da oposição desmedida, ele botou alguma ordem na Saúde. E em curto espaço de tempo.
REQUIÃO DIZ, ELES REZAM
As candidaturas propaladas são típicos balões de ensaio e fazem parte também da ortodoxia do ano eleitoral. Que Requião sairá candidato da reunião do diretório do PMDB, que ele invadiu como um sem-terra, não há dúvida. O que o senador diz, seus correligionários rezam. A dúvida é se será um aventureiro ou se aliará a outro postulante quando a renovação do mandato ao Senado lhe parecer mais promissora.
COM OSMAR
Há quem diga que Requião reforçará a tropa de Osmar Dias tão logo ele se desvencilhe da obrigação de subir no palanque do presidenciável do PDT, Ciro Gomes. É uma possibilidade.
CIDA NO PÁREO
Quanto a Cida Borghetti, ninguém é mais candidata do que ela ao governo, agora ou em outubro.
* O amido de milho também é conhecido como maisena (com ‘s’). Já a marca “Maizena” é grafada com ‘z’ e é iniciada com o ‘M’ maiúsculo. (OES)
