terça-feira, 12 maio, 2026
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NÃO ADIANTA CHORAR O “BELVEDERE QUEIMADO”

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O que sobrou do Belvedere da Academia (foto Marco Charneski/Tribuna do Paraná)
O que sobrou do Belvedere da Academia (foto Marco Charneski/Tribuna do Paraná)

Foi um trabalho árduo, em que muita gente se empenhou, desde 2015: conseguir do Governo do Estado a cessão do belvedere da Praça João Cândido, Alto do São Francisco, para a Academia Paranaense de Letras.

Nele se envolveram notáveis, como o então secretário de Assuntos Estratégicos, Flávio Arns, e a ex-presidente da Academia, Chloris Justen. E o atual presidente, E.Buchmann.

ARNS E CHLORIS

O governo, graças especialmente ao enorme e constante trabalho de Arns e Chloris, acedeu aos muitos apelos em favor da APL e concedeu o magnífico exemplar de arquitetura art nouveau à Academia em forma de comodato.

EXIGÊNCIAS DEMAIS

A verdade é que as muitas exigências – algumas descabidas – por parte do órgão estadual do patrimônio histórico e artístico (trata-se de construção tombada) impediram que a obra de restauro fosse sendo feita.

Teria de ser realizada de uma só vez, exigência do organismo do patrimônio cultural.

PICHAÇÕES E INVASORES

Sem recursos da APL para materializar de imediato o projeto de restauro, o imponente casarão foi lançado à própria sorte. Ultimamente era moradia de “homeless”. Sua fachada foi, como boa parte da cidade, pichada por mãos e mentes criminosas.

E assim a barca do Brasil vai.

Chloris Justen: grande batalha; Flávio Arns: empenhou prestígio
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