
Manifestações religiosas de massa – como festas e procissões ou aquelas tipo “marchas para Jesus” – podem resultar em meros “namoros” com o fundamentalismo religioso, sem resultados comunitários.
Em Paranaguá está agora acontecendo bem o contrário desse fundamentalismo, a partir da Festa de Nossa Senhora do Rocio deste ano.
O festejo de 2017 marcou o início da missão apostólica de padre Joaquim Parron no Santuário, em Paranaguá, trabalho que indica uma nova mentalidade comunitária que ele e o também redentorista Irmão Jorge começam a liderar no bairro do Rocio: organizaram a comunidade do bairro, a partir de reuniões em que as reivindicações da cidadania foram expostas.
ANTES, ESQUECIDA
Uma certeza ficou, a partir de manifestações populares, como a de Patrice Santos, presidente da Associação dos Moradores do Bairro do Rocio: aquela área da cidade está meio esquecida pela administração pública.
Patrice e outro morador, Cleverson França, deixaram bem claro nas suas falas: o bairro só é lembrado pelo poder público durante a Festa do Rocio. Depois, “continuamos abandonados”, como disse à coluna a moradora Cleonice Vergara dos Santos.
RESULTADO PRÁTICO
Resultados práticos já começaram: a Feira da Lua começou a ser instalada no local; uma vez por mês estará lá, iniciativa da Secretaria de Agricultura do Município.
Há outras reivindicações, que são alerta para todos: na entrada do bairro existe enorme terreno baldio, um lixão. Trata-se de amplo criadouro de mosquitos, ratos, baratas. “E como vamos nos prevenir contra a dengue com esse lixão à nossa porta?”, indaga o morador FGH.
MISSIONÁRIOS EXPERIENTES
Acredito que Parron e irmão Jorge Tarachouque (missionário com experiência internacional em comunidades do Suriname) estão fazendo a diferença em Paranaguá. A começar pela mobilização popular que promovem e a organização de uma pauta de reivindicações comunitárias ao Estado e ao Município.

