
Um sistema desenvolvido no Parque do Software, na CIC, pela empresa Smart Matrix, será o encarregado de ‘espionar’ a cidade de Curitiba com precisão e detalhamento de imagens. Bem, talvez mais detalhamento e precisão do que se imaginava.
Ao mesmo tempo, entidades de classes e escritórios de advocacia (pelo menos 3) se preparam para eventualmente irem à Justiça contra alegada “ruptura da privacidade do cidadão”, se os drones chegarem a seus quintais. Mesmo que se muito do alto.
TUDO PELO IPTU
Técnicos da empresa que vêm se reunindo com o prefeito de Curitiba, desde o início do ano, desenvolveram um programa que permite mapear a cidade utilizando drones. O objetivo é específico: registrar, em detalhes, a ocupação de terrenos e, principalmente, a evolução de obras que possa incidir sobre o IPTU dos donos de imóveis. Qualquer “puxadinho”, portanto, estará sujeito à vigilância e ao registro de imagens dos drones.

SERVIÇO RÁPIDO E EFICIENTE
A Smart Matrix ‘orgulha-se’ de conseguir, com a nova tecnologia, ‘identificar um parafuso que fixa um trilho de trem com a qualidade de imagem 1000 vezes melhor’. O serviço deve ser completado em 30 dias e será capaz de mapear toda a capital paranaense em detalhes a um custo 90% menor em relação aos métodos tradicionais. Como os boletos do IPTU já estão sendo preparados pela prefeitura e chegam aos domicílios no início de janeiro do ano que vem é fácil prever o quanto o sistema de vigilância ajudará a Prefeitura identificar uma nova fonte de renda para os cofres públicos.
PRIVACIDADE VIOLADA?
Resta saber se isso tudo é legal. Há gente falando, já, em entrar na justiça, alegando intromissão em sua privacidade com a proposta do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo.
O que sei é que existem pelo menos 3 escritórios de advocacia, em Curitiba, “especializando-se” em enfrentar nos tribunais realidades como as dos drones “espiões”.
