Éricoh Morbiz (*)

Está mais pra briga de rua, entre jovens de bairro, esta tola mas perigosa troca de chumbo entre o ditador da Coreia do Norte e o Presidente dos Estados Unidos.
Vulgar, estúpida, infantil e irresponsável. Dois bobões que precisam estar bem com seus cidadãos e na ausência de medidas internas que lhe tragam esse apoio, buscam na relação externa alvos que possam mascarar seu fracasso de dirigente.
O problema é que ambos estão com bom estoque de armas nucleares.
Apertando um botão errado e todos nós podemos desaparecer ou ter sérios problemas.
NULIDADE DA ONU
Esta briguinha é apenas um retrato em 3 x 4 da nulidade da ONU. Serviu lá no final da segunda guerra. Hoje é caricato o papel da ONU. Fazem de conta que funcionam, gastam horrores e nada resolvem.
Já passamos por envolvimento de Secretário Geral com corrupção, uma interminável disputa entre judeus e árabes, a mentirosa guerra do Iraque e por aí vai.
Dividiram o mundo em 5 grandes (Conselho de Segurança) e outros de categoria inferior e tentam vender um teatro pouco ensaiado.
RADICAIS ALEMÃES
O Mundo está atento na eleição de Angela Merkel, o crescimento da ala radical alemã e eles sequer integram o primeiro time da ONU.
Um órgão fracassado, que há muito deveria ter sido extinto. As negociações bilaterais e em blocos ocuparam o espaço entre as Nações.
Tudo se faz com interesses comerciais.
A internet, soberana e sem dono, mostra a todo momento as várias facetas de quem a domina.
Já não aguentamos mais as mesmas fotos de um aprendiz de tirano com outro democraticamente eleito mas igualmente irresponsável.
Difícil querer julgar se o acesso ao armamento nuclear deve ser barrado a determinado país. O que podemos dizer se Índia e Paquistão tem artefato nuclear? Israel com a simpatia de eterno alvo árabe, agora o Irã e sabe-se lá quem mais está a caminho.
MOSAICO DE INTERESSES
Os recentes furacões mostraram com muita clareza que as principais Nações têm ilhas em todo lugar. O Caribe é apenas um estratégico mosaico de interesses. Afinal, os americanos estão esparramados pelo mundo todo e em qualquer lugar armam a barraca de guerra e dizendo-se defensor de aliado, aceitam brigar. Desde que longe de sua casa! O mundo carece de lideranças fortes, verdadeiras. Não basta ser presidente de um País importante.
U Thant (na ONU), Kenedy, Nixon, Fidel, Adenauer, Kruschev, De Gaulle fazem falta. Muita falta. Acho que a Tatcher colocaria o Reino Unido nos trilhos.
Cito talvez a mais importante liderança do momento, Papa Francisco e seu exército ou sua força é espiritual. Seu time angelical só pode testemunhar.
O líder chinês é o mais procurado e de lá hoje saem os principais fundos de investimentos, qualquer produto busca seu bilionário centro de consumo. Se alguém não vai a China, a China vem até alguém. Ou ambos. O Brasil é o melhor exemplo. Não vai demorar e a língua chinesa será oficial no Mato Grosso e Goiás.
A globalização veio e ficou.
MOEDA DE TROCA
Armamento nuclear é a moeda de troca na política internacional.
Pelo bem, pelo sim em algum momento surgirão lideranças que mostrarão o caminho certo. Se for necessária uma nova hecatombe e agora será muito maior do que as duas cidades japonesas, paciência. É o preço.
Quem sabe não venha de outro planeta a solução?
Não serão os marcianos que virão resolver nossas desavenças? Tomara…
(*) Éricoh Morbiz, brasileiro com olhar atento ao Brasil de tantas crises, e também ao mundo e seus dilemas.
