
O apresentador Rodrigo Fornos marcou ponto no universo dos telespectadores donos de boa massa crítica, ao entrevistar, na última quarta, o escritor, jornalista, poeta, analista político e marquetólogo Fabio Campana. Foi quando o “Barba” deitou cátedra, com bom senso e língua afiada de sempre, no programa da TV E.Paraná (Educativa): garantiu que separa bem o artista, o autor, dos pontos de vista que ele esposa.
Citou, como exemplo, Gabriel Garcia Marquez, com cuja ideologia política não comunga, mas que tem obra monumental definitiva em “Cem Anos de Solidão”, opinou.
PARA ROGÉRIO
Campana fez uma longa e bem fundamentada deambulação pelo mundo da cultura brasileira e do universo dos que a produzem.
No meio da conversa, surpreendeu, elogiando o jornalista Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública, de quem, sabidamente, manteve-se distante (e até crítico) por anos seguidos.
Rogério, é certo – apesar de seu ar blasé e um tanto enfadado com o mundo ao derredor – conseguiu, pelo menos materialmente, dar novas feições à Biblioteca Pública do Paraná, casa que conheço bem e onde trabalhei no começo dos 1960, dividindo-me entre a BPP e o Diário do Paraná.
