sábado, 9 maio, 2026
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KLEBER QUER DAR NOVA VIDA A PRÉDIOS QUE FIZERAM HISTÓRIA

Kleber: proposta de preservação
Kleber: proposta de preservação

Kleber Bastos Gomes Junior é um jovem empreendedor de 29 anos, formado em Administração pela FAE, que morou dois anos na França. É daqueles jovens inquietos, que participa de projetos variados, hackathons e faz parte da Jupter, ligada ao Founder Institute, uma espécie de lançadora e aceleradora de startups em Curitiba.

Uma dessas iniciativas, em fase embrionária, foi repassada por Kléber à coluna. Trata-se de um projeto que busca dar vida nova a imóveis abandonados da capital, mas não qualquer imóvel: edificações que fizeram e fazem parte da história curitibana, cujas fachadas históricas e “carcaças” amargam um triste estado de abandono e descaso.

2 – REVITALIZAÇÃO E EMPREENDEDORISMO

Nas palavras de Kléber, a ideia do projeto – que conta com uma equipe de amigos colaboradores, entre eles Ana Paula Guzela Bertolin, do Ippuc – é justamente restaurar, reformar ou revitalizar os espaços, de forma que possam ser utilizados como espaços de empreendedorismo e inovação.

“É preciso que seja algo inteligente, sustentável e duradouro. Temos pesquisado vários imóveis nessa situação, na região central de Curitiba, como o antigo Hotel Tassi (em frente ao Shopping Estação, do Grupo Slavieiro), o Hotel Eduardo VII, na Praça Tiradentes, e o Casarão Bernardo da Veiga, em frente ao Palacete dos Leões”, explica o empreendedor.

Outro imóvel que chama atenção dos transeuntes do Centro, no cruzamento das ruas Presidente Faria e Alfredo Bufren, é o antigo Centro Empresarial Ewaldo Schiebler. Com a construção embargada há anos e processos judiciais em andamento, o prédio serve de parede para os grafiteiros da Praça de Bolso do Ciclista.

3 – VIABILIDADE E PATROCÍNIO

É fato que algumas das edificações citadas por Kléber Gomes Junior já estão em processo de revitalização, como o Hotel Eduardo VII, cujo processo foi detalhado nesta coluna em 27 de agosto de 2014, com o título “No velho ‘Lorde’ nascerá hotel para terceira idade”.

Por outro lado, o jovem busca apoio, sugestões e, principalmente, patrocínio que possam tirar do papel essa iniciativa de empreendedorismo. “Uma das formas que pensamos em tornar essa reforma viável é fazer uma competição entre universitários, de uma forma multidisciplinar, para que o projeto vencedor seja executado. Toda a obra seria feita por investidores privados, que teriam interesse em fazer parte da iniciativa”, sugere Kléber.

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